Presidente critica vazamentos seletivos e cobra liderança de Fachin e PGR para preservar instituições

Lula quebrou o silêncio sobre a crise no STF, defendeu uma reforma profunda no Judiciário e exigiu investigações transparentes e imparciais, sem proteger ninguém, diante do escândalo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rompeu seu silêncio e assumiu uma posição firme no meio da crise que assola o Supremo Tribunal Federal (STF) após revelações explosivas que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Em vídeo gravado no Palácio do Planalto, Lula classificou o escândalo como o “maior roubo da história do Brasil” e destacou a necessidade urgente de reformas profundas no sistema político e no Judiciário. “É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou o presidente.
Lula ainda tentou se distanciar da crise apontando que foi durante seu governo que Vorcaro foi preso e que seu banco foi liquidado. O presidente também denunciou os vazamentos seletivos das investigações como um risco para a democracia e pediu que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, liderem as apurações com integridade para preservar a confiança nas instituições.
Os casos que detonaram a crise ganharam repercussão após o ministro André Mendonça revelar detalhes de investigações que apontam a edição de um contrato milionário para o escritório de advocacia da esposa de Moraes, supostas tentativas de interferência na Polícia Federal e benefícios financeiros a familiares do ministro.
Em resposta, Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade e pediu sua inclusão no inquérito das fake news, aprofundando o embate institucional.
### Lula cobra apuração sem blindagem e lideranças firmes
O presidente não hesitou em afirmar que toda a cadeia envolvida deve estar sob investigação, sem privilégios, e lembrou que o povo exige transparência total. “Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, disse, colocando pressão sobre as lideranças das instituições para conduzirem o processo com rigor.
Este posicionamento de Lula mostra o desgaste crescente dentro do STF e as tensões que atravessam as mais altas cortes do país, refletindo um cenário de instabilidade política que exige respostas firmes e reformas estruturais para restaurar a confiança da sociedade.








