Candidatos ao Senado do Paraná reagem às denúncias envolvendo Alexandre de Moraes e Banco Master

Em meio a novas acusações contra o ministro Alexandre de Moraes ligadas ao Banco Master, os candidatos ao Senado pelo Paraná, Alexandre Curi e Filipe Barros, intensificam a pressão política: Curi pede afastamento e impeachment, Barros exige prisão imediata.
Dois candidatos ao Senado pelo Paraná elevaram o tom contra o ministro Alexandre de Moraes após revelações envolvendo contratos milionários do Banco Master com o escritório da esposa do magistrado. Alexandre Curi (Republicanos) defende o afastamento de Moraes enquanto o processo é investigado e afirma que votaria pelo impeachment, sem viés ideológico, apenas com base nas provas apresentadas. Para Curi, a medida é necessária para preservar a credibilidade do Supremo e do Senado, que precisa agir de forma firme diante do caso.
Já Filipe Barros (PL) não apenas pede o impeachment, mas clama pela prisão imediata do ministro, destacando que em qualquer outro caso semelhante essa seria a consequência natural. O deputado convocou manifestação pública em Curitiba com o lema “Fora Xandão”, evidenciando a radicalização política em torno do episódio.
Pressão crescente no Senado
Ambos os candidatos convergem na urgência de uma resposta institucional do Senado, mas divergem na intensidade das medidas. Curi propõe ainda reformas profundas no funcionamento do Supremo, como fiscalização externa, quarentena para ministros após aposentadoria, maior transparência e mudanças no processo de escolha dos magistrados, buscando coibir conflitos de interesse e preservar a independência judicial.
Barros, por sua vez, destaca a necessidade de atuação incisiva e rigorosa do Senado na fiscalização das instituições e no equilíbrio entre os Poderes, aproveitando o episódio para ampliar sua agenda de combate ao que chama de denúncias graves contra o Supremo.
Caso Banco Master revela fragilidade institucional
As denúncias que envolvem um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, somadas a mensagens reveladas pela Polícia Federal, intensificam o desgaste da Corte e evidenciam brechas na fiscalização interna do Judiciário. A politização do caso reflete o impacto direto dessas fragilidades no cenário político nacional, especialmente na corrida eleitoral no Paraná, onde a disputa pelo Senado ganha contornos de embate sobre a moralidade e transparência no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: xvcuritiba.com.br








