Família de João Victor Azeredo denuncia demora no diagnóstico de apendicite

João Victor Azeredo, de 18 anos, morreu após série de atendimentos no Hospital Municipal Pedro II, no Rio de Janeiro, onde o diagnóstico tardio de apendicite levou a complicações graves.
João Victor Azeredo, de 18 anos, faleceu no sábado (3/10), após 15 dias internado por complicações decorrentes de apendicite no Hospital Municipal Pedro II, localizado em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. A família do jovem alega negligência médica, afirmando que João buscou atendimento na unidade três vezes antes do diagnóstico correto ser feito. Segundo o pai, Bruno Azeredo, João procurou o hospital pela primeira vez em 16 de setembro, apresentando fortes dores abdominais. Durante a primeira internação, que durou 12 horas, foram realizadas duas ultrassonografias e administrados medicamentos na veia. Na madrugada seguinte, houve divergência entre dois cirurgiões sobre a necessidade de cirurgia, o que atrasou a realização do exame de imagem, que só ocorreu horas depois e sem os médicos que avaliaram o caso inicialmente. Pela manhã, João recebeu alta com diagnóstico de gastroenterite e prescrição de antibióticos, retornando para casa. No entanto, a dor persistiu e ele voltou ao hospital na noite do dia 17, sendo novamente internado e medicado. Ele recebeu alta mais uma vez, com indicação para uso de morfina, que proporcionou alívio temporário. No terceiro retorno, no dia 18, foi diagnosticada a apendicite com ruptura do órgão, condição grave que demandava cirurgia urgente. O pai lamentou que o diagnóstico tardio e as decisões equivocadas tenham contribuído para o agravamento do quadro clínico de João. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro divulgou nota lamentando a morte e informou que abriu sindicância para investigar o atendimento prestado. A direção do hospital declarou que tem prestado esclarecimentos à família e se mantém disponível para novos esclarecimentos. A Polícia Civil do Rio de Janeiro também foi acionada para acompanhar o caso. O episódio gerou questionamentos sobre protocolos e respostas do serviço público de saúde diante de sintomas abdominais agudos e a importância do diagnóstico precoce na apendicite para evitar complicações fatais.
Fonte: metropoles.com










