Empresário cobra do presidente Fachin análise de pedido contra prisão preventiva

O empresário Maurício Camisotti solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que determine ao ministro André Mendonça a análise de seu pedido para revogação da prisão preventiva relacionada a fraudes no INSS.
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que vinha sendo destacada em pedidos de liberdade envolvendo investigados do caso Master, alcançou agora o âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta quinta-feira (8), o empresário Maurício Camisotti solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que determine ao ministro André Mendonça a análise de seu pedido de revogação de prisão preventiva.
De acordo com a defesa, Camisotti estaria em um “limbo”, pois, embora Fachin tenha recebido os autos do processo, a relatoria permanece com Mendonça, o que teria deixado pedidos urgentes sem análise.
Camisotti está preso desde 12 de setembro de 2025, por decisão autorizada por Mendonça durante a Operação Cambota, desdobramento da Operação Sem Desconto. A prisão foi justificada pelo risco de que o empresário pudesse prejudicar as investigações, ocultando ou dilapidando patrimônio.
A defesa, representada pelo advogado Daniel Bialski, que também atua no caso Master, já tentou homologar um acordo de delação premiada que previa a devolução aproximada de R$ 400 milhões e a concessão de prisão domiciliar para Camisotti. Contudo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou o acordo por não ter participado desde o início das negociações.
Além disso, um relatório de inteligência da Polícia Federal indicou que a PGR considerou desproporcional a proposta da corporação para redução de dois terços da pena. O ministro Alexandre de Moraes citou essa questão em um despacho, mencionando uma possível manifestação do ministro Mendonça para conceder benefício fora dos parâmetros legais, o que a PF avaliou como possível participação indevida no processo de colaboração.
Posteriormente, Mendonça afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, criticando a atuação de Moraes e qualificando os relatórios como “apócrifos” e baseados em avaliações subjetivas.
Fonte: gazetadopovo.com.br









