A Polícia Civil do Espírito Santo elucidou o assassinato de João Vitor Alves Pereira, de 20 anos, ocorrido no dia 1º de junho em Vila Velha. As investigações apontam que o crime foi motivado pela disputa sangrenta entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas no Morro do Jaburuna.
Cinco indivíduos foram identificados como participantes no homicídio, com papéis distintos na execução e planejamento. As autoridades policiais detalharam a participação de cada um, desde os executores diretos até o mandante que já se encontra preso no Rio de Janeiro.
Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para identificar os três executores que chegaram armados ao local e fugiram após o crime. São eles: Marcos Gabriel Teixeira de Andrade, conhecido como GB; João Soares Neto, o Netinho; e Nicolas Azevedo Soares, apelidado de Oliveira. GB e Netinho foram presos em flagrante, enquanto Oliveira foi assassinado dias depois, em um possível acerto de contas.
As investigações revelaram que Luan Resende Buarque, vulgo Luanzinho, líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), é o mandante do crime. Luanzinho, que já cumpre pena em um presídio no Rio de Janeiro, comandava de dentro da cadeia as execuções de rivais em Vila Velha, na tentativa de tomar o controle do tráfico do Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Além dos executores e do mandante, João dos Santos Vitor Antunes, conhecido como Vitinho ou Caticoco, também está envolvido. Ele teria prestado apoio logístico, transportando os executores após o crime e armazenando armas em uma casa usada como ponto de apoio pela facção. Atualmente, Caticoco é considerado foragido da justiça.
Durante a operação, a polícia apreendeu um arsenal composto por três pistolas calibre 9 mm, uma espingarda calibre 12, além de carregadores e munições de fuzil. “Isso mostra o forte armamento que essa facção tem”, declarou o delegado Adriano Fernandes, da DHPP de Vila Velha, evidenciando o poder de fogo das organizações criminosas na região.
A Polícia Civil solicita a colaboração da população para localizar e prender João dos Santos Vitor Antunes. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através do número 181, garantindo o sigilo das informações.










