Karime Fayad relembra três assassinatos de prefeitos e instabilidade extrema que marcaram município

Karime Fayad relata o cenário de violência política em Rio Branco do Sul, onde três prefeitos foram assassinados e oito cassações aconteceram entre 2000 e 2013.
A ex-prefeita de Rio Branco do Sul e candidata a deputada federal pelo MDB, Karime Fayad, revelou em entrevista ao XV Curitiba o sombrio cenário político que marcou sua cidade na Região Metropolitana de Curitiba. Em um relato sem rodeios, ela lembrou que três prefeitos foram assassinados e que entre 2000 e 2013 o município passou por oito cassações, um quadro que expõe a profunda instabilidade e violência política local.
Karime ressaltou que, ao assumir a prefeitura, sua maior preocupação não foi o risco de violência, mas o caos administrativo e financeiro deixado para trás. Com R$ 80 milhões em dívidas e problemas fiscais graves, o desafio era recuperar a máquina pública que havia sido devastada.
“Isso nunca me causou temor. O que me causou temor foi quando eu assumi a prefeitura e vi o cenário aterrorizante da prefeitura”, afirmou. Sua gestão foi marcada pelo esforço em estabelecer uma relação estável com a Câmara Municipal, rompendo o ciclo vicioso de conflitos e garantindo maioria parlamentar para governar.
A ex-prefeita também destacou a peculiaridade de sua ascensão política em um ambiente dominado por grupos tradicionais, os chamados “coronéis”, e permeado por violência extrema. Mesmo enfrentando ameaças que a obrigaram a usar carro blindado e segurança reforçada na campanha, Karime conseguiu manter estabilidade e governabilidade após assumir o Executivo.
Além do relato sobre a violência, Karime Fayad pontuou a dificuldade de ser uma mulher jovem e sem laços familiares políticos no comando de um município com passado tão conturbado. Ela deixou a prefeitura antes do término do segundo mandato e agora mira uma vaga na Câmara Federal, sob a bandeira do MDB, nas eleições de 2026.
Violência e instabilidade somam décadas
O histórico recente de Rio Branco do Sul é um retrato preocupante da violência política no Brasil, onde até mesmo o comando máximo de um município virou alvo de assassinatos e cassações. A entrevista de Karime Fayad expõe um ambiente político dominado por violência e poderosos grupos locais, cenário que ela precisou enfrentar e tentar superar.
Gestão entre o risco e a austeridade
Ao assumir, Karime encarou não só o medo pela segurança pessoal, mas a missão de reestruturar uma prefeitura à beira do colapso financeiro. Sua estratégia de diálogo e construção de maioria na Câmara foi crucial para evitar novos desgastes políticos e promover alguma estabilidade.
Desafio político e pessoal
A trajetória de Karime é marcada por contradições: jovem, mulher e fora da tradicional política familiar, ela confrontou um sistema dominado por forças tradicionais e um passado sangrento para tentar consolidar uma gestão diferente. Agora, busca ampliar seu espaço na política nacional.
Fonte: xvcuritiba.com.br








