Ministro da Fazenda destaca ajuste fiscal e progressos no Congresso, rejeitando 'Orçamento fictício' anterior

Durigan afirma que Orçamento de 2026 prevê superávit primário, elogia reformas e critica 'Orçamento fictício' do governo Bolsonaro.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não poupou críticas à condução orçamentária do governo passado ao afirmar que o Orçamento para 2026 será robusto e com superávit primário, em contraste direto com o que chamou de “Orçamento fictício” apresentado em 2022 durante a gestão Bolsonaro. Em evento promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) e revista Exame, Durigan destacou que o atual governo tem avançado com rigor fiscal, promovendo a redução dos gastos obrigatórios e reforçando a receita, além de buscar a aprovação da reforma tributária como peça-chave para o futuro econômico do país.
Ajuste fiscal e avanços no Congresso
Durigan ressaltou o esforço em limitar o gasto obrigatório para liberar recursos ao gasto discricionário, reforçando a estrutura do arcabouço fiscal brasileiro. Segundo ele, essas medidas são parte crucial de um projeto nacional construído com gradualismo e diálogo com o Congresso, que aprovou entre 70 e 80 proposições importantes para o ajuste do país. O ministro também lembrou a revisão de distorções em fundos públicos e tributação de apostas como parte das conquistas recentes.
Críticas diretas à gestão Bolsonaro
O ministro não titubeou ao qualificar o Orçamento do governo Bolsonaro como “fictício”, evidenciando um recuo da transparência e responsabilidade fiscal daquela administração. Para Durigan, 2026 deve representar uma virada, com números reais e solidez fiscal, fortalecendo a confiança dos mercados e abrindo espaço para o Brasil competir no cenário internacional. A fala reforça a sinalização do atual governo para retomar a credibilidade das contas públicas após anos de desgaste.
O tom firme de Durigan expõe o desgaste político e institucional herdado e reforça o compromisso do atual governo com o ajuste fiscal, alinhado a reformas estruturais e uma agenda legislativa ativa. A mensagem é clara: a batalha pela solidez econômica do país passa pelo rigor orçamentário e pela superação das falhas do passado recente.








