Prefeitura inicia liberação dos 'wolbitos' com Wolbachia para frear a dengue, zika e chikungunya em meio à ameaça do El Niño

A Prefeitura de Curitiba inicia no Sítio Cercado a liberação dos 'wolbitos', mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia, bactéria que impede a transmissão da dengue, zika e chikungunya. A ação reforça a estratégia municipal diante da ameaça do El Niño, que pode aumentar a circulação dos vírus.
Curitiba lança ‘wolbitos’ para barrar avanço da dengue no Sítio Cercado
Com a ameaça do El Niño que pode potencializar a circulação da dengue, zika e chikungunya, a Prefeitura de Curitiba entra em campo com uma aposta tecnológica: a liberação dos ‘wolbitos’ — mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. Esta bactéria, inofensiva para humanos e meio ambiente, impede que o mosquito transmita os vírus causadores dessas doenças.
Estratégia inovadora e cooperativa
A Secretaria Municipal de Saúde iniciou um amplo trabalho de mobilização, diálogo e orientação com moradores, comerciantes e escolas do Sítio Cercado para preparar o terreno para a liberação dos wolbitos, prevista para o final de julho. Esta ação deriva de uma cooperação técnica entre a SMS e a empresa curitibana Wolbito do Brasil – IBMP/Fiocruz Paraná.
Segundo a secretária Tatiane Filipak, apesar de Curitiba já ter alcançado redução de até 94% nos casos de dengue em 2026, a cidade não pode relaxar as ações diante da possível influência do El Niño. “Estamos avançando com tecnologia e prevenção para manter a população protegida”, afirmou.
Resultados e ações complementares
O Método Wolbachia, aplicado com sucesso em cidades brasileiras como Niterói (RJ) e em 14 países, prova sua eficácia com redução de até 89% nos casos de dengue. Em Curitiba, agentes comunitários já iniciaram visitas casa a casa para informar e envolver a comunidade.
O programa adotará duas estratégias para liberação dos mosquitos: via ovos e mosquitos adultos, permitindo avaliar o melhor desempenho em campo. A fase inicial deve durar 26 semanas.
Parceria público-privada que reforça inovação
O projeto é resultado de acordo com a Wolbito do Brasil, instalada em Curitiba desde 2025 e detentora da maior biofábrica de mosquitos com Wolbachia do mundo. Essa parceria estratégica, apoiada pelo Tecnoparque, demonstra o protagonismo da capital paranaense em soluções inovadoras para saúde pública.
O diretor da Wolbito do Brasil, Sandro Luz, ressaltou a segurança e sustentabilidade da tecnologia que promete um serviço de excelência no combate à dengue.
População engajada e esperança renovada
Moradores do Sítio Cercado receberam orientações e veem com esperança a nova etapa no combate ao mosquito transmissor. A aposentada Maria de Lourdes destacou a importância da iniciativa e a necessidade da colaboração de todos para eliminar focos de reprodução do mosquito.
Conclusão
Com a liberação dos wolbitos, Curitiba não apenas reforça seu arsenal contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, mas também dá um passo firme rumo à inovação tecnológica em saúde pública, colocando a cidade na vanguarda do combate à dengue e suas consequências.
Fonte: curitiba.pr.gov.br








