Mesmo com queda de 1,12% em agosto, custo da cesta básica em Curitiba sobe mais de 8% no ano

Cesta básica de Curitiba caiu 1,12% em agosto, mas acumulou alta de 8,27% no ano. Trabalhador com salário mínimo precisa trabalhar mais de 108 horas para comprar os alimentos essenciais.
A cesta básica de Curitiba registrou uma queda de 1,12% em agosto de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do alívio mensal, o custo total ainda pesa sobre o bolso do trabalhador, que viu a alta acumulada no ano atingir 8,27%.
Entre os 13 produtos que compõem a cesta, cinco tiveram recuo de preço na capital paranaense: batata (-27,79%), que liderou a redução, seguida por tomate (-4,88%), açúcar refinado (-1,77%), manteiga (-1,18%) e banana (-0,71%). No entanto, oito itens essenciais, como arroz agulhinha (5,28%) e feijão preto (4,28%), apresentaram aumento, reforçando o impacto inflacionário no orçamento familiar.
O custo médio da cesta básica em agosto ficou em R$ 798,87. Com o salário mínimo de R$ 1.621,00, o trabalhador precisou dedicar 108 horas e 25 minutos para comprar os alimentos básicos, um esforço ainda maior que o registrado em julho, quando o tempo de trabalho necessário era de 109h39min.
Este cenário revela a persistente dificuldade do trabalhador para manter o padrão alimentar diante da inflação que não cede. A ligeira redução mensal em Curitiba está alinhada com a tendência nacional, onde 25 das 27 capitais registraram queda na cesta básica em agosto, enquanto algumas cidades como Maceió e São Luís continuam a ver alta nos preços.
Alta anual desafia salário mínimo
A análise do Dieese destaca que a cesta básica acumula alta de 6,13% em 12 meses encerrados em agosto. Mesmo com a queda no mês, o trabalhador enfrenta um cenário em que o salário mínimo não acompanha o aumento dos preços, ampliando o desgaste do orçamento familiar.
Quedas e altas pelo Brasil
Além de Curitiba, as maiores quedas foram observadas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), e Boa Vista (-4,47%). Por outro lado, Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%) registraram altas, sinalizando disparidades regionais e dificuldades persistentes para os consumidores em várias partes do país.
Em suma, a pequena melhora mensal na cesta básica em Curitiba traz algum alívio momentâneo, mas o quadro geral de inflação elevada segue penalizando o trabalhador brasileiro, expondo a insuficiência do salário mínimo para garantir acesso digno aos alimentos essenciais.
Fonte: bemparana.com.br









