A demanda por versões refrescantes e criativas do café cresce nas cafeterias paulistas, impulsionada pelo apelo estético e novas combinações

Cafés gelados em São Paulo ganham versões inovadoras e visuais para atrair a geração Z, com aumento da procura e criatividade nas cafeterias.
Confira a programação de cafés gelados e suas versões criativas em São Paulo
São Paulo se destaca em 2026 por sua ampla oferta de cafés gelados que atraem a geração Z com sabores autorais e visual impactante. As cafeterias da cidade têm registrado aumento expressivo na demanda por essas bebidas refrescantes. Entre as opções mais procuradas estão:
Waku Waku (Vila Buarque): Café extraído na Aeropress servido com gelo e xarope de laranja (R$ 17,50).
Empírico Café (Higienópolis): Café tropical com limonada de diferentes limões e expresso (R$ 18); Macoco de matchá, água de coco e xarope de laranja (R$ 24).
Caffè Anarcord (Jardim Paulista): Cold brew infusionado com cajuína, gengibre ou grapefruit (R$ 22 a R$ 28).
Coffee Lab (Vila Madalena): Affogato com soft cream artesanal (R$ 23).
Catarina Café e Amor (Vila Mariana): Cold brew tônica com água tônica própria (R$ 18).
The Coffee (Santana): Expresso tônica com gengibre (R$ 19,50) e iced latte com cumaru (R$ 18,90).
Botanikafé (Jardim Paulista): Expresso batido com leite de aveia, capim-santo, mel e gelo (R$ 24).
Momo Gelato (Pinheiros): Momo Frappé com gelato, caramelo e expresso Orfeu (R$ 29).
Mediterrain Padaria Artesanal (Campo Belo): Aerocano e expresso tônica (R$ 20 a R$ 24).
Na Fila do Pão (Higienópolis): Affogato com sorvete de nata (R$ 18); matchá com leite e calda de goiabada (R$ 20).
- Pato Rei (Berrini): Cold brew com diferentes grãos e nude brew com leite de aveia (R$ 20 a R$ 26).
A ascensão dos cafés gelados em São Paulo: dados e comportamento da geração Z
Em 2026, os cafés gelados em São Paulo ganham destaque com a geração Z liderando a mudança de comportamento no consumo da bebida. Pesquisa da Nielsen para a Nestlé indica que 12% das xícaras consumidas fora de casa são geladas, percentual que sobe para 18% entre jovens dessa geração. O interesse está alinhado à expressiva alta de 1.250% nas buscas por cold brew no Google Trends no primeiro bimestre de 2026 comparado ao ano anterior. A rede The Coffee registrou aumento de 13% nas vendas de cafés gelados em 2025, reforçando a tendência em expansão.
Inovação e apelo visual: a receita para conquistar o público jovem
A apresentação visual das bebidas é um fator decisivo para o sucesso dos cafés gelados em São Paulo. Copos transparentes exibindo camadas e cores vibrantes tornam essas bebidas atrativas para plataformas como TikTok e Instagram, impulsionando seu consumo pela geração Z. Cafeterias adotam coquetéis autorais que vão além das combinações tradicionais, com ingredientes como xarope de laranja, cajuína, cumaru, gelato artesanal e água tônica própria, elevando o conceito do café gelado a uma experiência sensorial e estética.
O equilíbrio entre tradição e inovação no mercado cafeeiro paulista
Apesar da popularidade crescente dos cafés gelados, especialistas afirmam que essa tendência não ameaça a tradição do café quente no Brasil. Para o presidente da Abic, Pavel Cardoso, o café filtrado e quente, característico do brasileiro e parte da cultura nacional, continuará presente no dia a dia. A inovação nas bebidas geladas amplia o mercado e atrai novos consumidores, diversificando o consumo sem apagar hábitos históricos.
A história do café gelado no Brasil e sua aceitação tardia
Cafés gelados demoraram a conquistar espaço no Brasil devido à forte cultura do cafezinho quente, associado a rotina e tradição. Luís da Câmara Cascudo ressaltou na década de 1960 que bebidas geladas como café, chá e mate eram vistas como anomalias modernas perante o costume nacional. O cenário atual demonstra uma quebra desse paradigma, com a geração Z incorporando o café gelado como parte do consumo cotidiano, impulsionada pela busca por inovação e experiências diferenciadas.
Fonte: guia.folha.uol.com.br
Fonte: Rafaela Araújo/Folhapress










