Petroquímica enfrenta dívidas de US$ 10,9 bilhões e negocia fôlego financeiro com credores

Com dívidas que ultrapassam R$ 56 bilhões, Braskem oficializa pedido de recuperação extrajudicial para ganhar fôlego e proteger-se de credores por 90 dias.
A Braskem, gigante da indústria petroquímica, anunciou oficialmente que seu conselho de administração aprovou o pedido de recuperação extrajudicial. A medida é um sinal claro da crise financeira que abala a companhia, com dívidas estimadas em cerca de US$ 10,9 bilhões (aproximadamente R$ 56 bilhões). A empresa informou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que protocolará o pedido na Justiça assim que reunir a documentação necessária.
Estratégia para driblar credores e manter operações
A recuperação extrajudicial tem escopo estritamente financeiro, não afetando compromissos com fornecedores, clientes ou outros parceiros, que seguem sendo honrados normalmente, assegura a Braskem. A companhia busca um prazo de 90 dias em que estará protegida de ações judiciais promovidas por credores, período em que tentará obter adesão de mais da metade dos seus credores a um plano de reestruturação da dívida.
Subsidiária mexicana também enfrenta insolvência
Enquanto isso, a Braskem Idesa, subsidiária da companhia no México em parceria com o bilionário Carlos Slim, entrou com pedido de recuperação judicial no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos, com dívidas de US$ 2,5 bilhões. A matriz anunciou que aportará US$ 476 milhões para ajudar a subsidiária neste processo. O caso expõe a extensão dos problemas financeiros do grupo petroquímico, que precisa de medidas drásticas para evitar um desmonte maior.
A movimentação da Braskem destaca a fragilidade de grandes grupos empresariais brasileiros diante de dívidas bilionárias e a complexidade de negociar com múltiplos credores. A reação dos mercados e o desdobramento dessa negociação serão decisivos para o futuro da empresa e seu impacto na economia nacional.








