Brasil e França unem esforços para ampliar analgesia no parto e reduzir cesáreas


Projeto no Rio de Janeiro visa diminuir cesarianas por meio do acesso ampliado à analgesia peridural

Brasil e França unem esforços para ampliar analgesia no parto e reduzir cesáreas
Profissional aplicando analgesia peridural durante parto no Rio de Janeiro. Foto: Cláudia Holanda/Ebserh

Brasil e França lançam projeto conjunto para ampliar o uso da analgesia peridural no SUS e reduzir altas taxas de cesarianas sem indicação clínica no Rio de Janeiro.

A analgesia peridural no parto emerge como estratégia central para reduzir as elevadas taxas de cesarianas sem indicação clínica no Brasil, especialmente durante o verão 2026, quando a demanda por serviços de saúde é intensa. O projeto inovador, envolvendo parceria entre instituições brasileiras e francesas, será implementado na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro com o objetivo de ampliar o acesso a essa técnica anestésica que permite o alívio da dor sem comprometer a mobilidade da gestante.

Cenário atual e inspiração francesa

No Sistema Único de Saúde (SUS), apenas cerca de 8% dos partos vaginais contam com analgesia peridural, enquanto na França essa taxa chega a 75,7%. Este contraste revela um caminho possível para o Brasil, que registra uma taxa de cesarianas em torno de 41% no Rio e cerca de 60% no país, ultrapassando os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica máximo de 15% para cesarianas sem indicação médica.

O modelo francês, reconhecido por sua abordagem multiprofissional e uso extensivo da analgesia peridural, tem sido fundamental para manter taxas mais baixas de cesarianas, trazendo benefícios tanto para mães quanto para bebês. A adoção desse modelo no Rio envolve a importação de 100 bombas de infusão, treinamento intensivo das equipes de saúde e a criação de uma remuneração adicional para anestesistas que realizarem o procedimento fora dos plantões regulares.

Detalhes do projeto e incentivos financeiros

  • Investimento: R$ 5 milhões destinados pelo município do Rio de Janeiro.
  • Equipamentos: Importação de 100 bombas de infusão para analgesia peridural.
  • Treinamento: Capacitação das equipes de saúde para a aplicação e manejo da analgesia.
  • Remuneração aos anestesistas: Pagamento entre R$ 500 e R$ 800 por parto normal com analgesia peridural, incluindo deslocamentos fora do plantão.

Esta iniciativa visa não só diminuir o medo da dor, apontado como principal motivo para a escolha da cesariana, mas também possibilitar que gestantes tenham acesso a partos menos dolorosos e mais humanizados.

Importância para a saúde materna e neonatal

As cesarianas desnecessárias aumentam os riscos de infecções, hemorragias, complicações anestésicas e lesões em órgãos próximos ao útero para as mães. Para os recém-nascidos, há maiores chances de dificuldades respiratórias e prejuízos ao sistema imunológico. Reduzir esses índices contribui diretamente para a melhora dos indicadores de saúde materno-infantil.

Parcerias e apoio institucional

O projeto conta com a colaboração da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Centros Hospitalares Universitários de Lille e Angers (França), além do suporte da Embaixada, Consulado e Ministério da Saúde da França. As maternidades Maria Amélia Buarque de Hollanda (Rio) e Escola Assis Chateaubriand (Fortaleza) funcionaram como unidades piloto, demonstrando que a ampliação do acesso depende de capacitação técnica aliada a decisões políticas firmes.

Políticas públicas e avanços recentes

Dados dos estudos “Nascer no Brasil” indicam que, apesar do aumento das cesarianas intraparto no SUS, houve avanços no cuidado obstétrico, como o aumento da presença de acompanhantes no trabalho de parto de 46% para 70%, e de enfermeiros de 30% para 60%. No setor privado, o incentivo à prática do parto vaginal cresceu de 12,3% para 18,7%, fruto do programa “Parto Adequado”.

Serviço e segurança para gestantes no verão 2026

  • Locais de atendimento: Rede municipal de saúde do Rio de Janeiro, com foco em maternidades públicas.
  • Previsão do tempo: Verão quente e úmido, recomenda-se hidratação e acompanhamento médico contínuo.
  • Acesso: Gestantes devem procurar unidades credenciadas para planejamento do parto com analgesia peridural.
  • Orientação: Acompanhamento por equipe multidisciplinar para garantir parto seguro e humanizado.

A ampliação da analgesia peridural representa uma mudança significativa no cenário obstétrico brasileiro, especialmente na época em que o sistema de saúde recebe maior demanda, garantindo mais conforto e segurança para as mulheres no momento do parto.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Cláudia Holanda/Ebserh


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