Pesquisa Quaest revela desgaste na avaliação do ex-governador de Minas Gerais após renúncia

Pesquisa Genial/Quaest mostra que aprovação de Romeu Zema em Minas Gerais está em 52%, estável em relação a abril, mas com queda significativa desde o início do ano em meio à sua saída do governo.
A estabilidade aparente da aprovação de Romeu Zema em Minas Gerais, com 52% conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho, esconde um desgaste que já vinha se desenhando desde o início do ano. Em abril, o ex-governador mantinha os mesmos 52%, mas esse número já era 10 pontos percentuais inferior ao registrado em abril de 2024, quando alcançava 62% de aprovação. A desaprovação, por sua vez, quase dobrou no período, saltando de 31% para 41%.nnZema renunciou ao governo em março para lançar sua candidatura à presidência da República, deixando o comando do estado para seu vice, Mateus Simões (PSD). A pesquisa revela que essa transição não evitou o desgaste político para o ex-governador entre o eleitorado mineiro.nnAlém da avaliação geral, o levantamento mediu o desempenho da gestão de Zema: 37% dos entrevistados consideram o trabalho positivo, enquanto 23% avaliam negativamente. Um expressivo grupo de 33% classifica a gestão como regular, sinalizando que a percepção do eleitor sobre o governo é mais dividida e menos entusiasmada do que antes.nnA pesquisa ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-03490/2026.nn### Queda clara após renúncianO cenário desenhado pelos números mostra que a saída de Zema do governo para a disputa presidencial não se traduziu em aumento de popularidade, pelo contrário, há indícios claros de desgaste. Em um estado fundamental para o cenário nacional, a estabilidade dos índices em relação a abril pode ser encarada como um sinal de que o eleitorado mineiro ainda digere essa mudança.nn### Desafios para 2026nA manutenção de altos índices de desaprovação pode significar dificuldades para Zema consolidar sua base nas eleições de 2026. Enquanto a aprovação resiste nos 52%, a crescente parcela que desaprova seu governo indica que o ex-governador terá que investir pesado para retomar o fôlego político necessário em Minas Gerais, cenário decisivo para qualquer candidatura presidencial.








