Porta-voz russo amplia acusações contra Kiev e descarta conversa entre líderes

Kremlin acusa Ucrânia de expandir terrorismo e nega pedidos de diálogo entre Putin e Trump, intensificando tensão diplomática.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não economizou nas palavras ao acusar a Ucrânia de expandir sua “atividade terrorista” muito além do conflito bilateral que já consome a região. Em entrevista à agência estatal RIA Novosti, Peskov afirmou com firmeza que essa ameaça “deve ser impedida e eliminada definitivamente”. Ele listou ataques atribuídos a Kiev, incluindo a explosão do gasoduto Nord Stream na Alemanha, danos à infraestrutura do oleoduto no Cazaquistão e o atentado contra um navio mercante iraniano no Mar Cáspio. Esta escalada retórica acentua o desgaste diplomático e evidencia o endurecimento da postura russa.
Além disso, Peskov negou qualquer solicitação formal de Washington para que ocorra uma conversa telefônica entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump. A declaração interrompe quaisquer especulações sobre uma possível trégua ou negociação direta nos bastidores, enquanto os contatos oficiais entre Moscou e Washington continuam restritos a questões específicas do conflito ucraniano.
O porta-voz também comentou a agenda diplomática recente, citando a prevista conversa entre Trump e o presidente ucraniano Volodymir Zelenski e a reunião entre o chanceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado americano Marco Rubio. Para Peskov, embora os Estados Unidos nunca tenham abandonado a pauta ucraniana, questões mais prioritárias e claras exigem sua atenção, sugerindo um cenário internacional ainda turbulento e repleto de desafios mais urgentes do que negociações diretas entre os líderes russos e americanos.
Kremlin eleva tom contra Ucrânia
A acusação de terrorismo internacional faz parte de uma estratégia clara de Moscou para ampliar a narrativa de ameaça externa e justificar suas ações militares e diplomáticas. Ao responsabilizar Kiev por ataques em outros países, o Kremlin busca criar uma percepção de instabilidade global causada pela Ucrânia.
Diálogo Trump-Putin em suspenso
A negativa oficial de Peskov para a conversa telefônica entre os presidentes serve como um recado direto à comunidade internacional sobre a rigidez das posições russas. Sem sinais de trégua, a tensão permanece alta, com repercussões para a geopolítica e segurança global.
Washington mantém foco político
Apesar das tensões, os Estados Unidos continuam engajados nas negociações e pressões sobre o conflito na Ucrânia, porém a prioridade passou para outras crises claras e conhecidas, possivelmente referindo-se a conflitos no Oriente Médio e desafios estratégicos globais.








