Alcolumbre convoca sessão remota no Senado e Hugo Motta ameaça suspender deputados da oposição

Presidentes reagem à obstrução bolsonarista com medidas para manter funcionamento das duas Casas; Câmara levou duas horas para conseguir reabrir sessão O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocou uma sessão remota para esta quinta-feira (7), às 11h. A decisão foi anunciada após a ocupação do plenário por parlamentares bolsonaristas que protestam contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). Segundo Alcolumbre, a medida busca garantir o funcionamento da Casa diante da tentativa de paralisação das atividades legislativas. “A decisão tem por objetivo garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa, que pertence ao povo brasileiro, seja paralisada. Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”, afirmou o senador. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) também enfrentou dificuldades. Ele havia marcado uma sessão para as 20h30 desta quarta (6), mas só conseguiu iniciar os trabalhos por volta das 22h20, devido à obstrução organizada por deputados aliados de Bolsonaro, que ocupavam a Mesa Diretora. Ao conseguir reabrir a sessão, Motta fez um breve pronunciamento e cobrou respeito ao regimento interno. “O que aconteceu entre o dia de ontem e hoje com a obstrução dos trabalhos não faz bem a esta casa. A oposição tem todo o direito de se manifestar, de expressar sua vontade. Mas tudo isso tem que ser feito obedecendo o nosso regimento e a nossa Constituição. Não vamos permitir que atos como esse possam ser maiores que o Plenário e do que a vontade dessa Casa”, disse. Mais cedo, Motta acionou a Polícia Legislativa e afirmou que a usaria se necessário. Leia mais: Parlamentares do Paraná criticam prisão domiciliar de Bolsonaro Cerca de 15 minutos depois de abrir os trabalhos, Motta encerrou a sessão, com os protestos ainda em curso. Segundo ele, a prioridade agora é restabelecer a ordem. “Sempre lutarei pelas nossas prerrogativas e pelo livre exercício do mandato. E o exercido do mandato se dá no respeito àquilo que para nós é inegociável, que é o direito de cada um exercer o direito à fala, a se posicionar, e de quem preside a casa de presidir os trabalhos”, declarou. Senado vai “driblar” manifestantes A sessão convocada por Alcolumbre no Senado será realizada de forma virtual, como forma de driblar o bloqueio físico ao plenário. Já na Câmara, líderes aliados articulam uma nova tentativa de votar a pauta nesta quinta, caso os acessos ao plenário sejam liberados. Segundo a oposição, foi definido um acordo para pautar o fim do foro privilegiado e a anistia para os acusados do 8 de janeiro para a semana que vem. Governistas negaram essa informação. As obstruções no Congresso ocorrem em meio ao agravamento da crise institucional provocada pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oposição promete manter os protestos até que uma série de pautas do seu interesse sejam apreciadas. Entre as medidas está o impeachment de Moraes e a anistia ampla, geral e irrestrita para os acusados de depredar as sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Parlamentares do Paraná criticam prisão domiciliar de Bolsonaro

Deputados e senador aliados do ex-presidente dizem que medida é abusiva, sem julgamento e ameaça equilíbrio institucional A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, provocou reações duras entre parlamentares do Paraná. Aliados do ex-presidente no Congresso Nacional classificaram a medida como ilegal, política e uma ameaça à estabilidade das instituições. O senador Sergio Moro (União Brasil) disse que não há como concordar com a decisão. “A escalada da crise não interessa ao Brasil. Não é possível concordar com a imposição de prisão domiciliar e censura a Bolsonaro que sequer foi julgado”, afirmou. O deputado Pedro Lupion (Progressistas) também criticou o que chamou de desrespeito ao devido processo legal. “Prisão de Jair Bolsonaro sem julgamento, sem defesa plena, sem justificativa consistente é um desvio grave da legalidade! Mergulha o Brasil em uma crise institucional profunda. Vamos atuar na defesa de todos os cidadãos. A Anistia tem que ser prioridade”, escreveu. Para o deputado Tião Medeiros (Progressistas), a medida tem motivação política. “A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é um ato político e não mais jurídico, como deveria. As ilegalidades avançam e assombram a todos. Espero que a justiça se restabeleça. O Brasil não merece se afundar ainda mais nessa crise!”, publicou. A deputada Luisa Canziani (PSD) defendeu que o caso seja tratado com equilíbrio. “A decisão do STF envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro não pode ser tratada com normalidade. O respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à imparcialidade não são gestos de boa vontade — são exigências constitucionais”, afirmou. Ela acrescentou que “esses direitos não são opcionais, tampouco seletivos”. Leia mais: 40% das exportações do Paraná aos EUA estão ameaçadas, aponta Faciap O deputado Sargento Fahur (PSD), afirmou que a determinação de prisão domicilar é absurda. “Mais uma decisão arbitrária e absurda, no meu entendimento, do ministro Alexandre de Moraes. Agora Bolsonaro não pode sair em nenhum momento, sem acesso a celulares. Alegação de que ele teria usado redes sociais dos filhos e de apoiadores. Que culpa ele tem de uma postagem de um filho ou um apoiador? Um absurdo“, postou. Já o deputado Filipe Barros (PL) fez uma crítica direta ao Supremo e cobrou uma resposta do Senado. “Após gigantescas manifestações pela Liberdade em todo Brasil, e no mesmo dia das novas revelações da Vaza Toga, é decretada a prisão do presidente Jair Messias Bolsonaro. Está confirmado ao mundo o que ocorre em nosso País. Os abusos e perseguições contra o maior líder político da história do Brasil ecoam e mancham a imagem da nação. Chega de abuso de autoridade. É hora do Senado reagir”, disse o pré-candidato ao Senado Federal. Do outro lado, governistas comemoraram a decisão. O julgamento final que vai definir se Bolsonaro é ou não culpado pela tentativa de Golpe de Estado após as eleições de 2022 deve ocorrer em setembro. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

40% das exportações do Paraná aos EUA estão ameaçadas, aponta Faciap

Sobretaxa de Trump atinge setor madeireiro dos Campos Gerais; entidade fala em risco de colapso regional e cobra reação urgente Um estudo da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) alerta que quase 40% das exportações paranaenses aos Estados Unidos podem ser impactadas pela nova tarifa de importação assinada pelo presidente Donald Trump. A medida, que entra em vigor nesta quinta-feira (7), eleva de 10% para 50% o imposto de entrada sobre centenas de produtos brasileiros, afetando em cheio o setor madeireiro dos Campos Gerais. Atualmente, o Paraná é o 7º estado que mais exporta para os EUA, com US$ 735 milhões em vendas no primeiro semestre de 2025. Desse total, 38,9% vêm da indústria de madeira – especialmente compensados de pinus, molduras e madeira serrada – concentrada em cidades como Telêmaco Borba, Jaguariaíva, Ventania e Guarapuava. “Não se trata de uma crise generalizada, mas de um colapso localizado e setorial, com potencial de colocar em risco mais de 600 mil empregos. A região dos Campos Gerais está no epicentro e precisa de atenção urgente”, disse o presidente da Faciap, Flávio Furlan. Madeira ficou fora das isenções Apesar de o governo norte-americano ter anunciado isenções tarifárias para cerca de 700 itens, os principais produtos madeireiros do Paraná ficaram de fora. A lista contempla apenas madeira tropical e polpa de madeira, que não são produzidas na região. “Isso impõe um desafio imediato às indústrias locais”, destaca o relatório da Faciap. Enquanto o setor florestal amarga perdas, outros segmentos foram beneficiados, como máquinas industriais, papel, suco de laranja, castanhas e reatores nucleares. A Região Metropolitana de Curitiba e o Norte do estado, com perfil exportador mais diversificado, devem sentir menos os efeitos da medida. Risco de efeito dominó Segundo Furlan, o impacto da tarifa vai além da indústria. “A perda de exportações derruba o consumo, fragiliza o comércio local, aumenta a inadimplência e compromete toda a economia regional. O impacto não é apenas industrial: é social e comunitário”, afirmou. Leia mais: CCJ da ALEP rejeita prescrição e mantém processo que pode suspender Renato Freitas Dados da própria Faciap mostram que o volume exportado pelo Paraná aos EUA já vinha sofrendo oscilações ao longo do ano. Em março, foram US$ 146 milhões; em maio, caiu para US$ 113 milhões; e, em junho, houve leve recuperação. “Os exportadores anteciparam o envio de produtos aos EUA para se beneficiarem da taxa vigente”, explicou Aluizio Miguel Pinho Andreatta, diretor de Comércio Exterior da entidade. Faciap cobra resposta estratégica Diante do cenário, a Faciap propõe uma reação em duas frentes: socorro emergencial ao setor madeireiro e incentivo à diversificação nos segmentos menos afetados. “É hora de agir com inteligência. O Paraná precisa de políticas públicas regionais e setoriais, como crédito emergencial, suspensão de tributos e incentivo à abertura de novos mercados”, defende Andreatta. Para ele, também é papel das empresas buscar inovação, redirecionamento e maior agregação de valor. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

CCJ da ALEP rejeita prescrição e mantém processo que pode suspender Renato Freitas

Deputado pode perder prerrogativas parlamentares por 30 dias; votação em plenário deve ocorrer em 18 de agosto, segundo Alexandre Curi A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) rejeitou, nesta terça-feira (5), o pedido de prescrição apresentado pelo deputado estadual Renato Freitas (PT) no processo disciplinar que corre contra ele. Com a decisão, o caso segue para o plenário da Casa. O parecer contrário à prescrição, elaborado pelo deputado Soldado Adriano (Progressistas), foi aprovado por 9 votos a favor, 3 contrários, dos deputados Ana Júlia Ribeiro (PT), Arilson Chiorato (PT) e Luiz Claudio Romanelli (PSD), e uma abstenção, do deputado Alisson Wandscheer (Solidariedade). O processo em curso no Conselho de Ética propõe a suspensão, por 30 dias, das prerrogativas parlamentares de Freitas. Isso inclui a perda temporária do direito à palavra nas sessões, impedimento de concorrer a cargos na Mesa Diretora ou em comissões e proibição de relatar proposições legislativas. Embora o regimento da ALEP permita que a Mesa Diretora aplique a punição sem necessidade de votação em plenário, o presidente, Alexandre Curi (PSD), afirmou que a leitura da decisão será feita no plenário em 18 de agosto, o que abre caminho para uma possível manifestação dos parlamentares, ainda que sem votação formal. Leia mais: Ratinho Junior critica “ativismo” e se solidariza com Bolsonaro O processo contra Renato Freitas é reflexo da participação dele em uma manifestação contra o programa “Parceiro da Escola”. Em sua defesa, o deputado afirma que está sendo punido por apoiar os professores. “O governo estadual fez uma consulta às comunidades onde estavam essas escolas que iriam ser privatizadas. Mais de 90% das comunidades disseram não a esse projeto. E eu apoiei a manifestação dos professores, e agora estou sendo punido por isso. Por quê? Qual o fundamento?”, questionou o parlamentar. “Em nenhum momento foi esclarecido. Eu não sei nem exatamente do que estou sendo acusado e punido. Como é que eu vou oferecer uma defesa à altura daquilo que não tem provas nos autos?”, completou. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Vice-presidente da Câmara promete pautar anistia se Hugo Motta viajar

Altineu Côrtes disse que avisou o presidente da Casa sobre sua intenção e que essa é a única forma de avançar com a proposta O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (5) que pretende pautar o projeto de anistia caso o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deixe o país. Segundo ele, a medida já foi comunicada a Motta e será tomada assim que ele assumir interinamente o comando da Câmara. “Eu já avisei ao presidente da Câmara que, durante a minha presidência plena na Câmara dos Deputados, eu irei pautar o projeto da anistia”, disse Côrtes, em coletiva com outros parlamentares do PL. A declaração ocorre em meio à reação da base bolsonarista à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Para aliados do ex-presidente, a proposta de anistia, que incluiria atos relacionados ao 8 de janeiro, é uma resposta política à ofensiva judicial. Leia mais: Ratinho Junior critica “ativismo” e se solidariza com Bolsonaro Na mesma coletiva, a bancada do PL na Câmara e no Senado anunciou que vai entrar em obstrução nas duas Casas. Entre as pautas prioritárias do grupo estão a “anistia ampla e geral” e o fim do foro privilegiado. Altineu Côrtes defendeu que pautar a proposta só será possível se ele estiver no comando da Casa, mesmo que de forma temporária. “É a única maneira de fazer com que isso avance”, disse. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Ratinho Junior critica “ativismo” e se solidariza com Bolsonaro

Governador do Paraná pregou harmonia entre os Poderes e afirmou que “briga não coloca comida na mesa” O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), se manifestou nesta segunda-feira (4) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar o nome do ministro, Ratinho fez críticas ao que chamou de “ativismo” e defendeu a necessidade de harmonia entre os Poderes para garantir estabilidade institucional no Brasil. “O povo brasileiro acorda diariamente buscando prosperidade. E tem visto, infelizmente, cenas tristes, até mesmo com prisão domiciliar. Não será com ativismo, seja de qualquer parte, que iremos construir um novo País. Devemos buscar o equilíbro, o fortalecimento das nossas instituições e, sobretudo, a harmonia dos Poderes, respeitando o que está previsto na Constituição”, escreveu Ratinho nas redes sociais. Em outro trecho, o governador afirmou que o país precisa “de união para seguir em paz” e que disputas institucionais não ajudam a resolver os problemas reais da população. “Briga não coloca mais comida na mesa do trabalhador. O Brasil precisa de união para seguir em paz. Ao ex-presidente Bolsonaro, a minha solidariedade”, disse. Tom de pacificação e sinal político A fala de Ratinho ocorreu horas após a decisão que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro, sob acusação de descumprir medidas judiciais impostas no inquérito que investiga tentativa de golpe. O ex-presidente foi proibido de usar redes sociais, dar entrevistas e receber visitas não autorizadas. A medida gerou reações de aliados, especialmente dentro da direita, que acusam o STF de perseguição política. O posicionamento do governador do Paraná reforça seu tom moderado em meio à radicalização de discursos tanto da oposição quanto de membros do Judiciário. Ratinho, que tem proximidade com o bolsonarismo mas tenta manter pontes institucionais com o governo Lula e o Supremo, evitou ataques diretos a Moraes e usou a expressão “ativismo, seja de qualquer parte” para suavizar o tom e se preservar politicamente. Leia mais: Jair Bolsonaro é colocado em prisão domiciliar por ordem de Alexandre de Moraes Ao mesmo tempo, ao expressar solidariedade a Bolsonaro, envia um sinal claro à base conservadora que ainda tem peso relevante no Paraná e em parte do eleitorado que Ratinho pretende manter por perto em projetos futuros. De olho em 2026 Com o nome cada vez mais cotado para disputar a Presidência da República em 2026, o governador paranaense adota uma estratégia de equilíbrio: busca se posicionar como liderança responsável e comprometida com a institucionalidade, mas sem romper com os setores de direita que o ajudaram a se consolidar politicamente nos últimos anos. A crise envolvendo Bolsonaro, STF e agora também o governo dos Estados Unidos, que reagiu à decisão de Moraes, impõe um novo desafio a quem deseja construir uma alternativa viável para o pós-bolsonarismo. Nesse cenário, a fala de Ratinho tenta captar o sentimento de parte do eleitorado que reprova os excessos dos dois lados, mas ainda rejeita a volta de um protagonismo da esquerda. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Jair Bolsonaro é colocado em prisão domiciliar por ordem de Alexandre de Moraes

Ex-presidente é acusado de descumprir medidas impostas pelo STF e está proibido de dar entrevistas, usar celular ou redes sociais, mesmo por meio de aliados O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por descumprimento de medidas cautelares no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. A decisão impõe uma série de restrições e agrava ainda mais a situação jurídica e política do ex-chefe do Executivo. Segundo Moraes, Bolsonaro violou as ordens judiciais ao estimular atos antidemocráticos e manter presença indireta em redes sociais, mesmo após ter sido proibido. O ministro citou como exemplo a participação do ex-presidente por vídeo em manifestação realizada em Copacabana, no Rio, no último domingo (3). No ato, organizado por aliados, Bolsonaro apareceu em um telão saudando o público. Além da prisão domiciliar com tornozeleira, a decisão determina que Bolsonaro: Não use celulares ou quaisquer meios de comunicação digital; Não possa receber visitas, exceto de advogados ou com autorização expressa do STF; e Está proibido de conceder entrevistas ou usar redes sociais, mesmo por canais de terceiros. Defesa nega descumprimento A defesa do ex-presidente afirma que foi surpreendida pela decisão de Moraes e que não houve violação das medidas impostas. Os advogados sustentam que Bolsonaro não utilizou redes sociais próprias nem se manifestou diretamente após as ordens do STF. Eles alegam que a presença do ex-presidente em vídeos e publicações feitas por outras pessoas não pode ser atribuída a ele, e que isso não configura quebra de cautelares. A defesa também anunciou que irá recorrer da decisão. Impacto político imediato A medida contra Bolsonaro amplia a tensão entre os Poderes e projeta consequências nas relações diplomáticas com os Estados Unidos. Isso porque, em reação à decisão do STF, o presidente americano Donald Trump, aliado de Bolsonaro, adotou retaliações comerciais ao Brasil. O governo norte-americano anunciou sanções contra Alexandre de Moraes e elevou tarifas de importação em 50%. Leia mais: Alexandre de Moraes diz que vai ignorar sanções dos EUA A nova decisão de Moraes reacende os protestos de bolsonaristas nas redes e nas ruas. Em frente à casa do ex-presidente, grupos se concentraram com cartazes acusando o Supremo de perseguição política. Parlamentares aliados criticaram a medida, enquanto integrantes da base governista defenderam o cumprimento da ordem judicial. O que pode acontecer agora O processo contra Bolsonaro segue em andamento no STF. Se condenado por tentativa de golpe e outros crimes relacionados, como organização criminosa, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente poderá pegar penas que somadas ultrapassam 40 anos de prisão. Até lá, Bolsonaro seguirá monitorado, isolado e com a imagem ainda mais fragilizada politicamente. A prisão domiciliar, embora sem o simbolismo da cela, marca o ápice da crise institucional que envolve o ex-presidente desde o fim de seu mandato. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Polícia investiga câmera escondida em banheiro feminino da Câmara Municipal de Matinhos

Equipamento foi localizado por uma funcionária na sede administrativa do Legislativo; espaço foi isolado e investigação corre sob sigilo A Polícia Civil do Paraná investiga a instalação de uma câmera filmadora no banheiro feminino da sede administrativa da Câmara Municipal de Matinhos, no Litoral do estado. O equipamento foi encontrado por uma funcionária, que notou algo estranho no interruptor de luz do local. O caso gerou forte repercussão na cidade e levou a presidência da Câmara a acionar imediatamente as autoridades. “Chegou a mim que uma funcionária percebeu que tinha algo de errado. Ela chamou outro funcionário. Daí me passaram o que estava acontecendo. Eu imediatamente pedi que acionasse a Polícia Civil para que viessem ao local fazer o levantamento”, relatou o presidente da Câmara, Jair de Borba Rosa (PL). O espaço onde a filmadora estava escondida foi isolado e passou a ser monitorado pela Guarda Municipal para garantir a preservação da cena. “Lacramos a área onde foi feita essa sacanagem. A pessoa que faz isso é uma pilantra. A Guarda tá cuidando para que ninguém entre e ninguém saia daquela região”, afirmou Jair. A quantidade de equipamentos encontrados não foi divulgada, e a investigação corre em sigilo. O presidente da Câmara disse que o impacto entre as funcionárias foi grande. “Você imagine a situação de uma mãe de família. Como ficam essas cabeças?”, declarou. Leia mais: Arilson Chiorato vence Zeca Dirceu e seguirá no comando do PT do Paraná O vereador Juliano Leite (Republicanos) também se manifestou sobre o caso. Ele reforçou que o episódio ocorreu fora da área plenária e que não há envolvimento de vereadores ou servidores da prefeitura. “A situação aconteceu na parte administrativa, ou seja, na antiga sede da Câmara. Vereadores não foram ouvidos e nem há envolvimento de funcionários da prefeitura. Repudiamos esse ato e queremos que quem cometeu esse crime seja descoberto e punido com o rigor da lei”, disse. A presidência da Câmara informou que irá discutir com os demais parlamentares e servidores medidas para reforçar a segurança no prédio. “Vamos ver de que maneira podemos dar mais segurança para não deixar tão fácil a entrada e saída daqueles setores”, disse Jair. O Ministério Público ainda não se manifestou sobre o caso. A Câmara também não confirmou se abrirá procedimento administrativo interno para apuração. A Polícia Civil divulgou nota. Leia na íntegra: “A Polícia Civil do Estado do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Matinhos, esclarece sobre os fatos ocorridos na Câmara Municipal de Matinhos e que vieram à tona na tarde do dia 31 de julho de 2025. Por volta das 17h, funcionários da Câmara Municipal comunicaram à Polícia Civil a descoberta de uma microcâmera oculta instalada no banheiro feminino do setor administrativo do órgão público. A Polícia Civil, tão logo acionada, adotou as providências necessárias de forma imediata, com o deslocamento da equipe policial ao local da ocorrência e o isolamento adequado da área para preservação do local do crime. Foram acionadas a Polícia Científica e o Instituto de Identificação para a realização de perícias técnicas. Foi instaurado Inquérito Policial para apurar os fatos em sua totalidade, havendo, ao menos por ora, indícios da prática da infração penal prevista no artigo 216-B do Código Penal, que trata da produção, fotografia, filmagem ou registro de conteúdo com cena de nudez ou ato sexual de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes. A Polícia Civil do Paraná reafirma seu compromisso inabalável com a apuração rigorosa dos fatos, empenhando todos os recursos técnicos e humanos disponíveis para o completo esclarecimento das circunstâncias e a identificação da autoria delitiva. A excepcional gravidade da situação — que configura violação da intimidade e da privacidade no âmbito da Administração Pública — exige resposta institucional firme, célere e exemplar. Considerando o interesse da investigação e o sigilo necessário às diligências investigativas em curso, maiores detalhes sobre as investigações não serão divulgados neste momento.“ Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Assembleia debate crédito rural na Agroleite em meio a tarifaço dos EUA

Evento promovido pela Escola do Legislativo vai discutir acesso a financiamento no setor, com presença de autoridades e especialistas Com produtores pressionados pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trumo, de 50% de tarifas, a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) vai aproveitar a Agroleite para discutir o papel do crédito no fortalecimento do agronegócio. No dia 6 de agosto, especialistas e representantes do poder público participam do evento “O futuro do agro se planta com crédito”, promovido pela Escola do Legislativo da casa de leis, em Castro. O encontro terá nomes como o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara; o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o presidente da Assembleia, Alexandre Curi (PSD); além de técnicos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fomento Paraná e da própria Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. A proposta é oferecer orientações práticas sobre acesso ao crédito, incentivos disponíveis e estratégias para ampliar investimentos no campo. Em um momento em que o agro enfrenta margens mais apertadas, a aposta no financiamento se torna estratégica para garantir produção, inovação e geração de renda nas propriedades., Leia mais: Alexandre de Moraes diz que vai ignorar sanções dos EUA O público-alvo são produtores rurais, cooperativas, gestores e estudantes ligados ao setor. A programação foca em temas técnicos, com foco direto na realidade do agronegócio paranaense. A participação é gratuita e aberta aos visitantes da Agroleite, uma das maiores vitrines da cadeia leiteira do Brasil. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Com apoio da Secretaria das Cidades, nova etapa do Contorno de Pato Branco sai do papel

Obra vai tirar tráfego pesado da área urbana e integrar regiões da cidade, segundo a Secretaria das Cidades O governador Ratinho Junior (PSD) autorizou  o início da segunda etapa das obras do Contorno Noroeste de Pato Branco (PR-916), no Sudoeste do Paraná. A nova fase prevê a ligação da PR-493 à PRC-158 por 14,3 quilômetros, com investimento de R$ 148,9 milhões por parte do Governo do Estado. A obra é considerada estratégica para melhorar a logística da região e impulsionar o desenvolvimento industrial local. Além da nova etapa do contorno, o governador também inaugurou o terceiro e último lote da restauração da PRC-280 entre Pato Branco e Clevelândia. Com R$ 500 milhões aplicados em 140 quilômetros, a via foi completamente recuperada com pavimento de concreto e se consolidou como principal corredor logístico da região até General Carneiro, próximo a Palmas. De acordo com o governador, o novo trecho do contorno vai ampliar os ganhos da primeira fase, já concluída em 2021. “Com o contorno completo, vamos reduzir os transtornos causados pelo tráfego de caminhões dentro da cidade e garantir mais eficiência logística para as indústrias locais e da região”, afirmou Ratinho Junior. Ele também destacou que a melhoria já tem atraído novas empresas para a cidade. Leia mais: Bonde elétrico começa a ser testado na RMC como alternativa ao metrô A licitação foi conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seil), que também fiscaliza a obra. Para o secretário Sandro Alex, trata-se de uma demanda histórica. “O Sudoeste precisava de uma obra como essa, que entrega segurança e qualidade para motoristas e moradores. É mais um exemplo do compromisso do Governo do Paraná com uma infraestrutura à altura do nosso Estado”, disse. A Secretaria das Cidades também tem papel estratégico na iniciativa. Segundo o secretário Guto Silva, o Contorno Noroeste é fundamental para a integração urbana e o crescimento ordenado de Pato Branco. “A cidade cresceu muito nos últimos anos e hoje tem mais de 20 mil moradores do lado Oeste, praticamente isolados por uma barreira que era a rodovia. Com o contorno, vamos tirar o tráfego pesado da área urbana e permitir que a cidade se integre de forma inteligente, com mais mobilidade, segurança e qualidade de vida”, destacou. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!