Audiência pública destaca avanços e desafios do Pacto Brasil Contra o Feminicídio

Audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná reforça que união dos três poderes é fundamental para enfrentar o feminicídio e a violência contra a mulher, destacando avanços e desafios do pacto nacional.
Poderes alinhados contra o feminicídio no Paraná
A Assembleia Legislativa do Paraná sediou uma audiência pública que não deixou dúvidas sobre a urgência de uma ação conjunta dos três poderes na luta contra o feminicídio e a violência contra a mulher. Promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT, a reunião reuniu figuras de peso do Executivo, Legislativo e Judiciário para debater os avanços e desafios do Pacto Brasil Contra o Feminicídio.
Avanços tímidos, mas necessários
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, abriu o debate destacando a brutalidade dos números: 79% dos feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-companheiros. Ela lembrou que nenhuma mulher deveria pagar com a vida por desejar liberdade ou romper relações abusivas. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou o avanço que o pacto nacional trouxe ao unir os poderes para fortalecer a rede de proteção e responsabilização dos agressores, ainda que o caminho para zerar esses crimes seja longo.
Paraná mostra queda, mas não pode relaxar
A secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, apresentou dados que indicam uma redução de 20% nos casos de feminicídio no Paraná entre 2024 e 2025. Apesar do recuo, enfatizou que o trabalho deve continuar com força para evitar mais mortes evitáveis, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas e atuantes.
Judiciário e segurança reconhecem desafios
O desembargador Luiz Osório Moraes Panza, responsável pela 6ª Câmara Criminal do TJPR, destacou que o feminicídio é o ápice de um ciclo de violência que começa com agressões psicológicas e morais, apontando que o combate eficaz deve ser preventivo, não apenas punitivo. O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, reforçou que o combate é uma pauta que deve ser prioridade em todas as esferas de governo.
Espaço para denúncia e mudança cultural
José Guimarães, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, celebrou o fato de as mulheres estarem encontrando mais espaço para denunciar abusos, mas alertou que é preciso avançar na mudança cultural para desmontar o sistema de opressão que alimenta a violência de gênero.
O que está em jogo
A audiência reafirmou que, apesar dos esforços, o feminicídio permanece uma chaga social que exige união sem concessões dos poderes e da sociedade. O Paraná dá sinais positivos, mas a batalha está longe do fim, exigindo atenção constante e políticas públicas eficazes para proteger vidas e garantir direitos.
Fonte: assembleia.pr.leg.br








