Radar, drones e tropas ampliam monitoramento na faixa fronteiriça com o Brasil

A Argentina implantou radar militar, drones e tropas em Barracão, reforçando o monitoramento da fronteira com Paraná e Santa Catarina diante de rotas clandestinas e desafios de fiscalização.
A Argentina ampliou o monitoramento militar na fronteira com o Paraná e Santa Catarina, concentrando esforços na província de Misiones, área que inclui o município paranaense de Barracão. O reforço envolve a instalação de um radar militar em San Pedro, o deslocamento de tropas de infantaria e a ativação de drones para vigilância aérea e terrestre.
Documentos oficiais argentinos destacam que há cerca de 25 quilômetros de fronteira seca vulnerável na região, especialmente crítica no entorno dos municípios brasileiros Dionísio Cerqueira (SC) e Barracão (PR), que fazem divisa com a cidade argentina de Bernardo de Irigoyen. Essas localidades formam uma zona urbana contínua, o que dificulta o controle do fluxo de pessoas e mercadorias.
Em setembro de 2025, o Ministério da Defesa argentino reposicionou o Radar Primário Argentino (RPA) em uma torre elevada protegida por radome, melhorando a detecção de aeronaves. A rede de vigilância inclui seis radares operando 24 horas, aeronaves de prontidão e, desde novembro de 2025, militares da Brigada de Monte XII participam da Operação Presidente Julio Argentino Roca, que também envolve radares móveis, drones, comunicação e suporte aéreo.
O governo argentino instituiu o Plano Guaçurarí, um comando unificado com participação de várias forças federais e provinciais para patrulhar rotas secundárias e combater o contrabando. A operação recebeu críticas de organizações nacionais quanto à atribuição de funções de segurança a militares, mas foi justificada pelo Ministério da Defesa como medida restrita a áreas de fronteira fora de centros urbanos.
No Brasil, os municípios fronteiriços acompanham as ações argentinas devido à influência direta no controle das travessias e na movimentação local. Apesar do reforço argentino, os dois países mantêm cooperação militar, realizando exercícios conjuntos recentemente no Rio Grande do Sul.
O Ministério da Defesa do Brasil foi contatado para comentar as operações, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria. O diálogo bilateral segue como prioridade para o manejo das questões transfronteiriças e a segurança na região.
Fonte: bandab.com.br









