Magistrado destaca crescimento dos casos e pede ação conjunta das instituições

O juiz Pedro Paulo Oliveira, da 5ª Vara Cível de Anápolis (GO), alertou sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher, apontando dados que indicam crescimento de feminicídios e tentativas no estado.
O juiz Pedro Paulo Oliveira, titular da 5ª Vara Cível de Anápolis, na região central de Goiás, emitiu um alerta público sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher encaminhados ao Judiciário. Em vídeo divulgado nas redes sociais, classificou o cenário como “triste e preocupante” e defendeu uma ação coordenada entre instituições para reduzir os índices.
Durante os plantões judiciais, Oliveira tem observado ocorrências variadas de agressões físicas, emocionais e financeiras contra mulheres. “É assustador ver que todas as vezes que estou de plantão há um número crescente de violência contra a mulher”, afirmou.
O magistrado também lamentou que mulheres continuem sofrendo ameaças, humilhações, agressões e mortes. Ele destacou a necessidade de conscientização dos homens sobre o problema, ressaltando que, embora existam casos de violência reversa, a maioria das agressões é cometida por homens contra mulheres.
Dados do Observatório da Secretaria de Segurança Pública de Goiás apontam que as tentativas de feminicídio aumentaram de 129 em 2020 para 213 em 2025, um crescimento de 65,1%. No mesmo período, os feminicídios consumados passaram de 44 para 59. Além disso, os descumprimentos de medidas protetivas cresceram de 1.598 para 4.609 ocorrências.
O levantamento indica que 73% dos feminicídios em Goiás em 2025 ocorreram dentro das residências das vítimas.
No início de novembro de 2026, duas mulheres foram assassinadas em Goiás em menos de 24 horas, elevando o total de feminicídios no estado para 62, ultrapassando os 60 registrados em todo o ano anterior.
O juiz conclamou o Poder Judiciário, Ministério Público, forças policiais e órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal a atuarem de forma integrada no enfrentamento da violência de gênero. “Que a nossa indignação não fique apenas nas palavras, mas se transforme em atitudes”, pediu Pedro Paulo Oliveira.
Fonte: metropoles.com









