Empresa adia funcionalidades avançadas e faz parcerias locais para cumprir exigências regulatórias

Apple receberá autorização para lançar plataforma de inteligência artificial na China em dezembro, com recursos limitados e parcerias locais para atender exigências do governo.
A Apple está próxima de disponibilizar sua plataforma de inteligência artificial na China continental, um processo que levou anos devido a rigorosas aprovações regulatórias. Segundo fontes próximas, a empresa lançará o Apple Intelligence em dezembro, por meio da atualização iOS 27.3, incluindo recursos inicialmente lançados nos Estados Unidos há dois anos para iPhone, iPad e Mac.
Por exigência das autoridades chinesas, o lançamento não contará com funcionalidades mais recentes, como a assistente Siri baseada em IA e outros recursos anunciados este ano. Para viabilizar a operação local, a Apple firmou parcerias com grupos chineses, incluindo o Alibaba Group, que desenvolverá controles e filtros permitindo ao governo a aprovação de atualizações dos modelos de IA, além de colaborar com a Baidu em ferramentas de busca e Siri.
O processo regulatório exigiu negociações com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, levando a sucessivos adiamentos em relação ao plano inicial, que previa lançamento apenas em 2025. Em setembro, a Apple também recebeu autorizações para modelos mais recentes de iPhone operarem com o Apple Intelligence e sistemas de IA da Alibaba.
A versão inicial contará com recursos como emojis personalizados Genmoji, resumos de notificações, ferramentas para escrita e edição de fotografias, mas não incluirá as ferramentas próprias de geração de imagens da Apple, como o Image Playground, nem as funcionalidades mais recentes de expansão de imagens e inteligência visual da Siri.
O ambiente competitivo local é desafiador, com fabricantes chineses como Huawei, Xiaomi, Oppo e Vivo já oferecendo soluções próprias de inteligência artificial em seus smartphones. Além da China, a Apple também enfrenta obstáculos regulatórios na União Europeia, onde a assistente Siri baseada em IA ainda não recebeu aprovação.
Este lançamento marca um avanço importante para a Apple na ampliação de suas operações em um dos maiores mercados globais, ainda que de forma gradual e com adaptações para atender às exigências regulatórias locais.









