Seis candidatos brigam pelo governo do Acre; oito disputam duas vagas ao Senado, com nomes marcados por denúncias e alianças políticas

A eleição no Acre em 2026 reúne seis candidatos ao governo e oito ao Senado, incluindo nomes com passagens por escândalos e alianças políticas controversas, prometendo um pleito marcado por embates e desgaste institucional.
A disputa pelo governo do Acre em 2026 envolve seis candidatos, enquanto oito nomes brigam por duas vagas no Senado, em uma eleição marcada por fortes embates políticos e múltiplas controvérsias. Entre os postulantes ao governo, destaca-se Tião Bocalom (PSDB), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Mailza Assis (PP), que busca a reeleição após passagem como vice-governadora. Alan Rick (União Brasil), senador em exercício e aliado do clã Bolsonaro, também figura na disputa, buscando manter influência no estado.
Candidatos ao governo: protagonistas e desafios
Além dos já citados, a disputa conta com Dr. Luisinho (Agir), empresário e presidente do Instituto Fundo Solidário para a Amazônia, Eudo Raffael (PCB), líder sindical, e Thor Dantas (PSB), médico e estreante na política. Tião Bocalom, ex-prefeito de Rio Branco e professor de matemática, busca capitalizar sua base bolsonarista para retomar o governo estadual.
Senado: nomes com histórico controverso e embates diretos
No Senado, o cenário é ainda mais polarizado. O ex-governador Gladson Camelí (PP) enfrenta condenação pesada, com sentença de 25 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, embora ainda recorra da decisão. Ele disputa contra figuras como Jorge Viana (PT), ex-governador e senador, Mara Rocha (Republicanos), deputada federal e ex-PSDB, e Márcio Bittar (PL), senador com suspeitas recentes sobre emendas parlamentares.
Outros candidatos são Dr. Júnior Feitosa (Democracia Cristã), que poderá ficar sem tempo na propaganda eleitoral por decisão judicial, Eduardo Velloso (Solidariedade), alvo de investigação da Polícia Federal, e Petecão (PSD), senador veterano com longa trajetória política.
Eleições sob pressão e risco de desgaste institucional
Este cenário acirrado revela não só a luta pelo poder no Acre, mas também um quadro de desgaste político significativo, com denúncias, investigações e condenações envolvendo nomes de peso. A participação direta de aliados do bolsonarismo, ex-governadores com pendências judiciais e líderes sindicais em um ambiente eleitoral polarizado pressagia uma campanha de confronto intenso.
Com o eleitorado chamado a votar para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e estadual, as eleições de 2026 no Acre prometem ser decisivas para o futuro político e institucional do estado, refletindo tensões nacionais e desafios locais em um pleito de alta volatilidade e grande impacto.








