Ministério dos Povos Indígenas identifica casos com possível motivação política; Força Nacional reforça segurança em aldeias

A Polícia Federal ouviu dois suspeitos de envenenar água em aldeias indígenas no Mato Grosso do Sul. Ministério dos Povos Indígenas identificou 10 casos criminosos, quatro no estado, com um deles ligado a crime político. A Força Nacional reforça a segurança em três aldeias.
A Polícia Federal (PF) ouviu ao menos dois suspeitos de envenenar águas em aldeias indígenas no Mato Grosso do Sul (MS), conforme informou o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena. O Ministério identificou 10 casos criminosos envolvendo envenenamento, com quatro ocorrências no MS. Desses, um apresenta ligação direta com crime político, segundo investigação preliminar.
Os ataques começaram após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 25 de outubro, o que motiva a apuração de possível motivação política. O ministério ressaltou que outras ocorrências ainda estão sob análise.
Áudios que circularam em grupos de WhatsApp indicam ameaças, incluindo gravação atribuída a um servidor de Tacuru, no MS, que teria sugerido colocar veneno na água para prejudicar indígenas. Uma das aldeias afetadas é a Sassoró, em Tacuru, onde há suspeita de envolvimento de servidor público local.
Diante do cenário, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou que a Força Nacional permanecerá no estado por tempo indeterminado, com 145 agentes distribuídos nas aldeias Sassoró (Tacuru), Taquaperi (Coronel Sapucaia) e Limão Verde (Amambai). O reforço inclui o procedimento “Minuto a Minuto”, que mantém agentes prontos para deslocamento imediato em caso de ocorrências criminais.
A operação visa garantir a segurança das comunidades indígenas e permitir o trabalho das forças de segurança, incluindo a PF, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais, na apuração dos casos de envenenamento e ameaças.
Fonte: metropoles.com









