Empresa aposta em dispositivos premium com assistente de voz aprimorada para enfrentar Apple e Samsung

Amazon lança nova linha de tablets com Android e assistente Alexa+ para competir com Apple e Samsung, visando consumidores que buscam dispositivos premium.
Amazon apresentou nesta quinta-feira uma nova linha de tablets que operam com o sistema Android do Google e contam com a assistente de voz Alexa+ integrada, uma versão avançada da Alexa com inteligência artificial generativa. A novidade representa uma mudança estratégica da empresa, que procura migrar do Fire OS, sistema próprio e limitado, para o Android, visando ampliar a oferta de aplicativos e atender a um público mais exigente.
Os tablets, batizados de Alexa Tablets, têm preços que variam de US$230 a US$550, com modelos construídos em carcaças de alumínio, em contraste com a linha anterior feita em plástico. O modelo topo de linha oferece 128 GB de armazenamento e custa US$550, preço competitivo frente ao iPad da Apple, que sai por US$450, e aos tablets Galaxy da Samsung, que custam cerca de US$550.
Sob a liderança de Panos Panay, chefe de dispositivos da Amazon, a empresa busca reposicionar-se no segmento premium, afastando-se da estratégia anterior que focava em aparelhos acessíveis com margens baixas ou vendidas a preço de custo. Este movimento tem como objetivo fidelizar os consumidores aos serviços da Amazon, como Prime Video, Kindle e a plataforma de e-commerce.
A assistente Alexa+ será um diferencial nos dispositivos, com recursos aprimorados para interação, execução de tarefas e respostas baseadas em inteligência artificial generativa. O uso da Alexa+ nos tablets exigirá assinatura dos serviços Prime ou de Alexa+, conforme comunicado da Amazon.
Apesar da inovação, o mercado global de tablets enfrenta retração: as vendas diminuíram 12% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, totalizando 33,6 milhões de unidades, segundo dados da IDC. Nos Estados Unidos, essa queda foi de 32%, influenciada pela escassez de chips de memória. A participação da Amazon no mercado global caiu de 8% para 1,9% em um ano, enquanto Apple e Samsung lideram com 34% e 17,5%, respectivamente.
A empresa informou que os tablets mais antigos com Fire OS continuarão funcionando, mas não esclareceu sobre o suporte futuro ao sistema ou à loja de aplicativos. Além disso, será cobrada uma taxa única de US$20 para desativar anúncios na tela de bloqueio nos novos tablets, valor superior aos US$15 praticados anteriormente. A Amazon destaca que os anúncios proporcionam descoberta de conteúdos e ajudam a financiar inovações.
Com a adoção do Android, os usuários terão acesso direto à Google Play Store, superando limitações do Fire OS, que exigia versões específicas de aplicativos. O investimento em inteligência artificial para a Alexa também faz parte de um esforço maior da Amazon para fortalecer sua presença em casas conectadas, compras digitais e integração com serviços de terceiros.
A nova linha de tablets reflete a tentativa da Amazon de reposicionar sua oferta diante de um mercado desafiador e competitivo, buscando ampliar sua fatia no segmento premium e fortalecer o ecossistema de serviços digitais oferecidos aos consumidores.










