Ministro do STF critica riscos internos na Justiça Eleitoral e reforça necessidade de coibir abusos

Gilmar Mendes, ministro do STF, defende o TSE contra a politização e alerta para riscos internos na Justiça Eleitoral às vésperas das eleições de outubro.
O ministro do STF Gilmar Mendes usou as redes sociais para defender o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e alertar contra a politização da Justiça Eleitoral, especialmente diante das eleições de outubro. Mendes ressaltou que o maior risco para o pleito vem de interferências internas na Corte Eleitoral, que considera mais grave que o risco externo apontado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Sem citar nomes, o ministro afirmou que quem utiliza o TSE para proselitismo partidário deve avaliar suas condições de permanência no tribunal. Ele reforçou que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar e arguir suspeição nos casos cabíveis.
A manifestação ocorre após embates públicos entre Gilmar Mendes e ministros do TSE durante sessão no STF, que discutiu a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Mendes classificou de “desfaçatez” a postura de um colega, reação que gerou troca de farpas com o ministro André Mendonça.
Além dos riscos de interferência política interna, Gilmar Mendes alertou para o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais, destacando que essas tecnologias podem gerar conteúdos que enganem eleitores e desequilibrem a disputa.
Ele concluiu defendendo a atuação apartidária do TSE, que garante equilíbrio entre candidatos e a legitimidade do processo eleitoral, e enfatizou a necessidade do tribunal de continuar coibindo práticas abusivas que deturpem a vontade popular.










