Câmara de Curitiba pode votar internação involuntária para dependentes químicos


Projeto prevê internação de até 90 dias com foco em atendimento humanizado e multidisciplinar

Câmara de Curitiba pode votar internação involuntária para dependentes químicos
Projeto estabelece regras para internação humanizada de dependentes químicos em Curitiba

Projeto de vereador Eder Borges com parecer favorável da Comissão de Saúde prevê internação involuntária de até 90 dias para dependentes químicos em Curitiba, com atendimento multidisciplinar e humanizado.

A Câmara Municipal de Curitiba está próxima de votar um projeto que regulamenta a internação humanizada de pessoas com dependência química em situação de rua ou vulnerabilidade social. Apresentada pelo vereador Eder Borges (Novo), a proposta foi aprovada pela Comissão de Saúde e Bem-Estar Social e segue para análise no plenário.

Internação voluntária e involuntária com limite de 90 dias

O projeto prevê internação voluntária e involuntária, com duração máxima de 90 dias, observando que a medida seja aplicada somente quando alternativas externas forem insuficientes. Em casos de internação involuntária, o laudo médico detalhado é obrigatório, e qualquer prorrogação necessita de novo laudo.

Atendimento multidisciplinar e humanizado

O texto determina que o atendimento seja integral e multidisciplinar, envolvendo profissionais das áreas médica, psicológica, social e ocupacional. O foco está na recuperação da saúde e reinserção social, familiar e profissional, respeitando as normas federais de saúde mental e políticas públicas para a população em vulnerabilidade.

Garantias e comunicação às autoridades

Durante o tratamento, é garantido o acesso às informações, visitas e contato com familiares ou representante legal, preservando o sigilo clínico. A internação involuntária deve ser comunicada em até 72 horas ao Ministério Público, Defensoria Pública e ao familiar indicado pelo paciente.

Alinhamento com o SUS e Rede de Atenção Psicossocial

A relatora da proposta na comissão, vereadora Carlise Kwiatkowski (PL), destacou que o projeto respeita os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), reforçando a internação como medida excepcional e baseada em critérios técnicos.

Com o parecer favorável na Comissão de Saúde, o projeto está apto para votação no plenário da Câmara, aproximando-se de uma definição sobre a política pública para dependentes químicos em Curitiba.

Fonte: xvcuritiba.com.br


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