Procurador-geral rejeita suspeição e destaca apoio do ministro do STF

Procurador-geral da República Paulo Gonet Branco nega relação de amizade com o banqueiro Daniel Vorcaro e defende aptidão para atuar no Caso Master, citando apoio do ministro André Mendonça.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, apresentou defesa ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) negando qualquer relação de amizade ou proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.
Em ofício encaminhado ao subprocurador-geral da República Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Gonet afirmou que seu único encontro presencial com Vorcaro ocorreu em abril de 2024 durante evento jurídico público em Londres, que reuniu diversas autoridades.
Ele explicou ainda contatos telefônicos mencionados em relatórios da Polícia Federal, esclarecendo que a breve comunicação não envolveu assuntos relevantes ou relacionados às suas funções profissionais e foi motivada por pedido de um terceiro, Ciro Soares.
O procurador-geral classificou as alegações de suspeição como “descabidas e estapafúrdias” e afirmou estar “juridicamente plenamente apto” para atuar no Caso Master, processo que envolve Vorcaro.
Gonet destacou a manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que afirmou não ter identificado irregularidade na atuação do PGR, usando-a como elemento de defesa.
A análise do procedimento administrativo que apura a conduta de Paulo Gonet está agendada para 25 de setembro pelo CSMPF. A investigação tem como foco mensagens atribuídas a Vorcaro recolhidas na Operação Compliance Zero, que apura eventuais irregularidades envolvendo o banqueiro e temas correlatos.










