Governo aposta em apelo popular da PEC mas recua diante da resistência opositora em plena eleição

Governistas enfrentam resistência da oposição para aprovar o fim da escala 6×1 no Senado e só querem avançar com garantias de vitória, para evitar desgaste eleitoral para Lula.
Oposição barra votação para desgastar governo
O Senado virou palco de disputa feroz pelo futuro da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1, uma pauta que mexe com a rotina de milhares de trabalhadores e que tem forte apelo eleitoral. A oposição, liderada por Rogério Marinho (PL) – aliado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro – tem usado todos os recursos para atrasar a votação no plenário, expondo os governistas a uma derrota política pouco antes do primeiro turno.
Governo só avança com vitória garantida
Do lado governista, a avaliação é clara: não vale a pena arriscar a derrota que poderia gerar desgaste severo ao presidente Lula. Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, declarou que esperam uma vitória “consistente e sem temor” para aprovar a matéria. A PEC já passou pela CCJ, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não confirmou a inclusão da pauta.
Apelo popular pesa na estratégia do Planalto
Aliados de Lula acreditam que, apesar do atraso, a popularidade da proposta em ano eleitoral pode garantir votos favoráveis da oposição no futuro. A cautela, porém, prevalece para evitar um revés que amplificaria o desgaste político do governo às vésperas da eleição.
Bastidores mostram jogo de força
O atraso na votação é um movimento calculado da oposição para pressionar o governo e testar os limites do apoio no Senado. A indefinição sobre a pauta cria instabilidade e força o Planalto a lidar com mais um capítulo de desgaste político em meio à corrida eleitoral.
A votação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado segue como um teste crucial para o governo Lula, que precisa equilibrar a agenda popular com a realidade política de resistência no Congresso.









