Ministro do TSE suspende campanha por não incluir vice na propaganda, atendendo pedido de Flávio Bolsonaro

Ministro André Mendonça ordena suspensão de propaganda do PT por omitir nome do vice Geraldo Alckmin, após reclamação de Flávio Bolsonaro.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aplicou uma medida firme contra a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta segunda-feira (1º), determinou a suspensão da propaganda veiculada na última sexta-feira (28), que omitira o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), uma irregularidade apontada pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Falha grave na propaganda do PT
O ponto central da decisão foi o jingle conhecido como “Rap do Silva”, que acompanhava imagens do presidente Lula, mas não fazia qualquer menção a Alckmin, contrariando a legislação eleitoral vigente e a Resolução 23.610/2019 do TSE. Mendonça ressaltou que a chapa deve apresentar o nome do vice de forma legível, com tamanho mínimo de 30% do nome do titular, regra ignorada na peça publicitária.
Impacto e recuo obrigatório
Com a ordem, a campanha petista está proibida de reproduzir a propaganda até que o erro seja corrigido. Mendonça deixou claro que a sanção não abrange o uso do jingle ou das imagens em outras partes do programa eleitoral, mas impede a repetição da irregularidade específica. A aplicação de multas ou outras penalidades será avaliada após manifestação formal da campanha de Lula.
Pressão política e regras claras
A suspensão acende um alerta sobre a necessidade de cumprir rigorosamente as normas eleitorais, mesmo para candidatos com ampla visibilidade. A iniciativa de Flávio Bolsonaro evidencia a vigilância da oposição diante de qualquer deslize que possa desequilibrar a disputa presidencial, reforçando o papel do TSE como guardião da lisura eleitoral.
Este episódio mostra que, em meio à campanha, não há espaço para descuidos que possam comprometer a imagem e a confiança do eleitorado, e que os tribunais estão atentos para garantir a transparência e a justiça na corrida ao Planalto.









