Mensagens revelam proximidade suspeita entre Paulo Gonet e Daniel Vorcaro, alvo de investigação no STF

Mensagens da Polícia Federal expõem a relação íntima entre Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e réu em processo no STF. Gonet aceitou convite para festa com charutos e uísque Macallan em Londres, mostrando descaso e proximidade suspeita.
Proximidade entre procurador e réu exposta por relatório da PF
O mais recente relatório da Polícia Federal revelou com detalhes a relação íntima entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que enfrenta processo no Supremo Tribunal Federal (STF). A proximidade foi revelada em mensagens que indicam um convívio muito além do profissional, incluindo convite para uma festa de luxo em Londres com charutos e uísque Macallan.
Festas e trocas de mensagens comprometedoras
Segundo o documento, as conversas começaram em março de 2025. Através do advogado Ciro Soares, intermediário do banqueiro, Gonet foi convidado para um evento exclusivo em Londres. O procurador aceitou o convite com entusiasmo, chegando a pedir que o filho pudesse acompanhá-lo. Trocas de mensagens mostram cordialidade, torcida mútua e até brincadeiras envolvendo os itens de luxo que seriam servidos.
Pedido de arquivamento e suspeitas de parcialidade
Horas após a divulgação do relatório, Gonet surpreendeu ao solicitar o arquivamento do processo alegando que o ministro relator do STF, André Mendonça, não teria competência para determinar a produção do relatório da PF. A atitude levanta suspeitas sobre a imparcialidade do procurador, especialmente diante da proximidade revelada com o investigado.
Embate e desgaste institucional
O caso expõe um desgaste severo na credibilidade do Ministério Público Federal, diante de uma relação que pode comprometer a independência da instituição. A permissão para que o filho de Gonet participe da festa organizada por um réu do STF reforça a fragilidade do controle ético na cúpula do MPF. O episódio acende um alerta sobre possíveis interferências políticas e pressões nos processos mais sensíveis do país.









