North American Blue Energy Partners substitui empresas chinesas e russas em acordo estratégico com Caracas

Empresa americana North American Blue Energy Partners assume campos de petróleo venezuelanos antes controlados pela China e Rússia, em movimento geopolítico para fortalecer posição dos EUA na Venezuela.
A petrolífera norte-americana North American Blue Energy Partners (NABEP) assumiu o controle de diversos campos de petróleo na Venezuela que antes estavam sob domínio de cinco empresas chinesas e uma russa. Essa mudança faz parte de um amplo acordo anunciado pelo presidente Donald Trump, que visa reposicionar os Estados Unidos no estratégico setor energético venezuelano.
Segundo fontes norte-americanas, a NABEP, hoje controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, herdou 14 contratos recentemente concedidos pelo governo venezuelano, incluindo projetos antes operados por companhias chinesas como China Concord Resources, Sinopec e China National Petroleum Corp, além de uma empresa russa. A iniciativa marca o deslocamento direto dos interesses que Pequim e Moscou mantinham no país.
O acordo confere aos Estados Unidos uma influência inédita sobre a produção e comercialização do petróleo venezuelano, que detém grandes reservas comprovadas — cerca de 64 bilhões de barris, conforme anunciado por Trump. Isso permite a Washington não só garantir o fornecimento para o mercado americano, mas também exercer um papel decisivo na reestruturação da indústria petrolífera local.
Estratégia geopolítica e econômica
O movimento ocorre em meio a esforços para restaurar alguma ordem constitucional na Venezuela, com negociações envolvendo autoridades interinas e a Assembleia Nacional de 2015, considerada pelo governo Trump o último corpo legislativo legítimo do país. Essa base legal busca legitimar a transição e as decisões econômicas, como as mudanças no controle dos ativos petrolíferos.
Além das empresas chinesas e russas, alguns dos campos estavam ligados a figuras próximas do regime Maduro, como Alex Saab e familiares da primeira-dama Cilia Flores, o que sinaliza uma tentativa americana de cortar influências políticas adversas que dominaram o setor.
Com 17 projetos sob seu comando, a NABEP tem planos de desenvolver a produção para abastecer diretamente os Estados Unidos, desafogando o tradicional fluxo de exportações venezuelanas para a China e criando uma vantagem estratégica para Washington no tabuleiro energético e geopolítico da região.








