Ministro da Fazenda aponta juros escorchantes como barreira social e promete esforço fiscal em possível novo governo Lula

Durigan denuncia os juros abusivos, especialmente no cartão de crédito, como principal obstáculo para a população e sinaliza empenho fiscal para conter o avanço da dívida pública em eventual novo mandato Lula.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não poupou críticas ao sistema financeiro e sua cobrança de juros escorchantes, que, segundo ele, representam um travamento econômico e social para o Brasil. Em entrevista à rádio Metrópole, Durigan classificou como “absurdos e abusivos” os juros que recaem sobre o cartão de crédito, que, segundo relatório do Banco Central, atingem 442,4% ao ano. Além disso, alertou para os juros elevados cobrados por crediários e fintechs que penalizam a população mais vulnerável.### Juros altos como barreira social Para Durigan, o enfrentamento dos juros altos deve ser tema central da política econômica nos próximos anos, ao lado da revisão da escala 6×1. Ele destacou que os bancos centrais globais, incluindo o brasileiro, elevam juros para controlar a inflação que sofre impacto direto dos conflitos internacionais, o que pressiona ainda mais a economia doméstica.### Dívida pública e esforço fiscal Em meio a críticas à deterioração fiscal da gestão Lula, com a dívida bruta chegando a 81,9% do PIB, o ministro prometeu que um eventual segundo mandato do presidente terá empenho para equilibrar as contas públicas. Durigan afirmou que será feito um esforço fiscal semelhante ao do atual governo, que corresponde a 2% do PIB, visando melhorar o resultado primário e conter o endividamento crescente.### Pressão política e cenário econômico O pronunciamento reforça a pressão sobre a equipe econômica para adotar medidas concretas contra a escalada dos juros que afetam o consumo e o investimento. Ao mesmo tempo, escancara a contradição do governo que, apesar de buscar crescimento e inclusão social, convive com um quadro fiscal frágil e custos financeiros elevados para a população. Durigan deixa claro que a credibilidade e a estabilidade econômica dependem da combinação entre controle da inflação, redução dos juros e gestão rigorosa das contas públicas.








