EUA ampliam pressão sobre Teerã e ameaçam sanções a refinarias chinesas para isolar regime iraniano

Trump promete intensificar sanções econômicas contra o Irã, mirando setores estratégicos e refinarias chinesas que mantêm comércio com Teerã. Medidas ampliam confronto geopolítico e podem elevar tensões com Pequim.
O presidente Donald Trump intensifica a ofensiva econômica contra o Irã, prometendo sanções ‘nunca vistas’ para sufocar o regime de Teerã. Desde o início de seu segundo mandato, mais de 1.000 pessoas, embarcações e entidades foram sancionadas, incluindo segmentos estratégicos como a frota petrolífera clandestina iraniana e corretoras digitais que movimentam US$500 bilhões em criptomoedas ligadas ao país.
Sanções ampliadas miram refinarias chinesas ‘bules de chá’
A estratégia dos EUA agora foca as refinarias independentes chinesas, chamadas de ‘bules de chá’, que processam grande parte do petróleo iraniano. Essas instalações operam com margens apertadas e têm pouca exposição ao sistema financeiro americano, dificultando sanções diretas. Porém, Washington já impôs medidas secundárias a entidades menores na China e Hong Kong, acusadas de facilitar o financiamento militar do Irã.
A possível penalização de grandes bancos chineses, ainda não identificados publicamente, pode restringir ainda mais o comércio entre Pequim e Teerã, mas poderá desencadear retaliações econômicas do governo chinês. Autoridades americanas tentam minimizar esses riscos às vésperas de encontros entre Trump e o presidente Xi Jinping.
Pressão econômica e riscos políticos
Além de perseguir redes de comércio e casas de câmbio que abastecem o regime iraniano, o governo Trump avalia sanções contra o setor de aviação para impedir o comércio via Estreito de Ormuz. Há também discussões sobre um bloqueio terrestre, envolvendo países vizinhos do Irã, o que poderia aumentar a restrição a importações essenciais, porém enfrenta obstáculos logísticos e políticos.
O Senado aprovou projeto que amplia sanções contra o Irã e concede poderes tarifários a Trump para penalizar países que mantêm negócios com o regime, embora a aprovação final na Câmara dos Deputados ainda seja incerta diante das resistências internas.
Essa escalada nas sanções representa um duro golpe à estratégia de Teerã e sinaliza a disposição de Washington de ampliar sua pressão econômica em meio a um cenário geopolítico tenso, com potenciais reflexos nas relações comerciais e diplomáticas entre EUA, China e Oriente Médio.









