Ex-parlamentar aponta 'ego' do presidente como causa de atrito diplomático com os EUA

Eduardo Bolsonaro responsabiliza Lula por escalada de atrito que resultou no cancelamento do visto da embaixadora brasileira nos EUA, apontando motivações eleitorais e críticas à postura do presidente.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Em post nas redes sociais, Eduardo responsabilizou o “ego de Lula” pela crise diplomática que levou o governo Trump a revogar o visto da representante brasileira.
Eduardo Bolsonaro expõe desgaste diplomático e motivações eleitorais
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Lula de escalar um conflito propositalmente contra o governo Trump, sob a crença de que isso beneficiaria sua base eleitoral. Ele afirmou que a decisão norte-americana é uma resposta à negativa do governo brasileiro em conceder vistos para diplomatas americanos interessados em dialogar sobre o processo eleitoral brasileiro.
“Lula está escalando um atrito proposital contra o governo Trump, porque ele acredita que isso vai fazer bem para ele nas eleições”, afirmou Eduardo Bolsonaro, ressaltando que o custo final recai sobre a população.
Repercussão e contexto da retaliação americana
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também criticou a postura do governo Lula, acusando-o de não negociar de boa-fé em questões comerciais que impactam os dois países, especialmente na imposição de tarifas. Eduardo citou essas críticas para reforçar que o comportamento do presidente brasileiro não é questão de soberania, mas sim uma manobra política.
Maria Luiza Viotti, indicada por Lula em 2023, tornou-se a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil em Washington. A revogação de seu visto é entendida como retaliação pela demora na aceitação do deputado estadual da Flórida, Daniel Perez, indicado pelo governo Trump para assumir a embaixada americana no Brasil desde junho, ainda não reconhecido oficialmente pelo governo brasileiro.
A situação expõe um desgaste sem precedentes nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, com implicações diretas na diplomacia e no cenário político-eleitoral brasileiro. Eduardo Bolsonaro aproveitou para alertar sobre o prejuízo dessa escalada para o país, destacando um novo capítulo de tensão gerado por decisões políticas internas.









