A garantia de acesso a serviços públicos é um direito fundamental de todo cidadão. Contudo, para pessoas com deficiência, em especial surdos, autistas e cegos, barreiras significativas ainda impedem a participação plena na sociedade. Em Palmas, a Câmara Municipal implementou uma medida inovadora neste ano, contratando um intérprete de Libras para acompanhar as atividades legislativas.
Essa iniciativa representa um avanço significativo na promoção da inclusão e acessibilidade. Para Rosa, presidente da Associação Anjo Azul, que defende os direitos de crianças com autismo, a ação transcende a mera inclusão, configurando-se como um ato de respeito. “Não basta ter apenas rampas e elevadores. É preciso intérprete de Libras, placas em braille e equipes capacitadas”, ressalta Rosa, enfatizando a importância de criar espaços onde todos se sintam ouvidos e possam se expressar.
A demanda da comunidade surda foi o motor que impulsionou a iniciativa, conforme explica o presidente da Câmara, vereador Marilon Barbosa. “Uma família surda, muito ativa, nos questionou sobre a ausência de um intérprete. Isso me motivou a criar o cargo com apoio dos vereadores.” Hoje, essa comunidade participa ativamente das sessões, acompanha a tramitação de projetos de lei e expressa gratidão pela acessibilidade que antes lhes era negada.
O professor Francisco, com mais de 20 anos de experiência em Libras, é o responsável pela interpretação na Câmara. Sua trajetória na língua de sinais começou após o diagnóstico de surdez profunda de seu filho. A experiência pessoal o motivou a se especializar e transformar o aprendizado em uma missão profissional. “É uma inclusão necessária. Ser intérprete da Câmara e também atuar em escolas e órgãos como o Tribunal de Contas me permite levar informação a quem precisa”, afirma Francisco, destacando que a acessibilidade é mais do que uma obrigação legal: é respeito.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










