Irã acusa EUA de sabotarem negociações com ataques no Estreito de Ormuz


Teerã denuncia agressões americanas como violação da ONU e ameaça a paz regional

Irã acusa EUA de sabotarem negociações com ataques no Estreito de Ormuz
Bandeira do Irã simboliza o centro da tensão crescente no Oriente Médio — Foto: Zohra Bensemra / Reuters

Irã denuncia ataques dos EUA como sabotagem aos esforços de paz no Oriente Médio, classificando ações americanas como crimes de guerra e violação da ONU no Estreito de Ormuz.

O Irã denuncia que os recentes ataques dos Estados Unidos contra seu território representam uma escalada agressiva que inviabiliza qualquer esforço diplomático de pacificação no Oriente Médio. O Ministério das Relações Exteriores iraniano qualificou as ações americanas como “bárbaras” e uma violação flagrante dos princípios da Carta da ONU, destacando que os EUA infringiram quase todas as cláusulas de um memorando de entendimento assinado há apenas 25 dias.

Teerã acusa Washington de atacar infraestrutura civil, como transporte, barcos de pesca e instalações meteorológicas, caracterizando esses ataques como crimes de guerra. O governo iraniano também denuncia que os EUA utilizam territórios vizinhos para preparar suas agressões militares, transformando esses países em palcos de um conflito ilegal contra o Irã.

O porta-voz iraniano advertiu que haverá retaliação sob o princípio da reciprocidade, alertando que navios que seguirem rotas alternativas sugeridas pelos EUA no Estreito de Ormuz estarão em risco. A tensão na rota estratégica de navegação comercial já traz insegurança à região.

Além disso, o Irã critica a contínua campanha americana de desinformação para justificar suas violações e denuncia a falta de uma resposta efetiva da Secretaria-Geral da ONU diante das agressões dos EUA. Teerã reforça a responsabilidade internacional de impedir que países vizinhos facilitem agressões militares e afirma que os pontos de origem dos ataques serão alvos legítimos das forças iranianas.

Essa crise expõe o desgaste das negociações diplomáticas recentes, elevando o risco de um confronto militar aberto e destacando a inação das instituições internacionais frente à escalada de violência promovida pelos Estados Unidos na região.


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