Ex-deputado e filho de Bolsonaro rejeita condenação e acusa manobra ilegal na prisão nos EUA

Foragido após condenação a 16 anos por golpe, Ramagem afirma que extradição não ocorrerá e denuncia tentativa clandestina de deportação nos EUA.
Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e filho de Jair Bolsonaro, reforçou em entrevista nos Estados Unidos que sua extradição para o Brasil “não vai acontecer”. Foragido após condenação a 16 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista, ele classificou a sua prisão temporária em Orlando como uma manobra ilegal para deportação clandestina.
Ramagem desafia a Justiça e rejeita condenação
Em entrevista à CNN, Ramagem disse estar seguro nos EUA e aguarda a análise de seu pedido de asilo, protocolado após a detenção pelo Serviço de Imigração americano (ICE) em abril, quando seu visto estava vencido. O pedido de extradição foi formalmente solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou à prisão.
“Como sabem que a extradição não vai acontecer, porque é uma farsa, tentaram me deportar clandestinamente”, afirmou, rechaçando a narrativa judicial.
Bastidores da cooperação abortada
A prisão temporária de Ramagem detonou um escândalo diplomático: o delegado federal Marcelo Ivo, responsável por operações especiais de deportação em parceria com os EUA, foi expulso do país acusado de manipular o sistema americano para contornar procedimentos formais e ampliar perseguições políticas além das fronteiras brasileiras.
Perseguição política na avaliação do ex-deputado
Ramagem voltou a negar a existência do golpe e acusa o STF de criar um processo político para destruir a direita e prender Jair Bolsonaro. “Eles inventaram essa farsa para acabar com nosso segmento político e encarcerar o Jair Messias Bolsonaro”, disse.
Planos eleitorais e retorno ao Brasil
Perguntado sobre seu retorno, Ramagem condicionou a volta ao país aos resultados das eleições de outubro de 2026. “Com essa luta, vamos virar 2027. Com Flávio Bolsonaro (PL), a gente volta para o Brasil”, concluiu, indicando que a estratégia política permanece alinhada à família Bolsonaro.








