Investigação comercial dos Estados Unidos usa ações do ministro Alexandre de Moraes para justificar possíveis tarifas de 25% sobre produtos brasileiros

Decisões de Moraes são usadas pelos EUA para fundamentar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, ampliando embate comercial e político.
Decisões de Moraes e o impacto na tarifação comercial dos EUA contra o Brasil
As decisões de Moraes estão no centro da investigação comercial dos Estados Unidos que pode levar à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O documento do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), divulgado em 2026, destaca ordens judiciais do ministro Alexandre de Moraes relacionadas à remoção de conteúdos políticos em plataformas digitais. Essas ações judiciais, muitas vezes emitidas sob sigilo, teriam causado impactos negativos para empresas americanas que operam no Brasil, influenciando a avaliação do governo dos EUA sobre práticas comerciais brasileiras.
Critérios do relatório dos EUA que citam as decisões judiciais de Moraes
O relatório do USTR não se limita às decisões judiciais, mas dedica atenção especial às ações envolvendo plataformas digitais, principalmente em relação à moderação de conteúdo. A investigação cita que ordens de remoção e suspensão de perfis em redes sociais de empresas americanas ocorreram sem transparência, limitando o direito de defesa dos usuários. Essas medidas são apresentadas como exemplos de práticas que restringem a liberdade de expressão e criam obstáculos para o funcionamento das empresas dos EUA no Brasil, sendo associadas diretamente às decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Outros fatores comerciais apontados pelo governo americano na investigação
Além das decisões de Moraes, o relatório critica o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, argumentando que o Banco Central acumula funções que favorecem o mecanismo nacional em detrimento de concorrentes privados estrangeiros. O documento também aborda acordos tarifários, propriedade intelectual, combate à pirataria e tarifas sobre o etanol importado dos Estados Unidos. Os EUA afirmam que essas práticas configuram barreiras para suas empresas, justificando a possibilidade de sanções comerciais.
Questões ambientais e anticorrupção no foco do embate comercial
O relatório do USTR inclui ainda preocupações com o combate à corrupção, mencionando críticas relacionadas à Operação Lava Jato e questionando a eficiência da fiscalização anticorrupção no Brasil. O desmatamento ilegal também é destacado como tema que impacta o comércio, com os EUA alegando que falhas na legislação ambiental permitem a entrada de produtos brasileiros no mercado internacional em condições mais vantajosas que para os produtores americanos.
Perspectivas para o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos
O processo de investigação entrou na fase de consulta pública, com prazo até 1º de julho para contribuições escritas e audiência marcada para 6 de julho de 2026. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, indicou que as negociações com o governo brasileiro continuam, mas ressaltou persistência de diferenças substanciais. A decisão final sobre a aplicação de tarifas deverá ocorrer até 15 de julho de 2026, podendo afetar significativamente as exportações brasileiras e ampliar o embate político e comercial entre os dois países.
Fonte: www.infomoney.com.br









