Paraná amplia áreas protegidas com cinco novas unidades de conservação


Instituto Água e Terra finaliza estudos para criar áreas que somam mais de 13 mil hectares, fortalecendo compromisso ambiental do estado

Paraná amplia áreas protegidas com cinco novas unidades de conservação
Área protegida para conservação do mono-carvoeiro em Castro. Foto: IAT

Paraná avança na conservação ambiental com cinco novas unidades de conservação somando área equivalente à Londrina, reforçando proteção da biodiversidade.

Paraná finaliza estudos para cinco novas unidades de conservação em 2026

No Dia Mundial da Biodiversidade, celebrado em 22 de maio de 2026, o Paraná anuncia avanços significativos na proteção ambiental com a finalização dos estudos para a criação de cinco novas unidades de conservação no Paraná. Somadas, essas áreas ultrapassam 13 mil hectares, o que equivale à área urbana da cidade de Londrina, na região Norte do estado. O Instituto Água e Terra (IAT) lidera o processo, que inclui os municípios de Castro, Palmeira, Cerro Azul, Pontal do Paraná, Pinhão, Reserva do Iguaçu e Foz do Jordão.

Confira a programação completa das novas unidades de conservação no Paraná

Monos de Castro (Castro): Área de Relevante Interesse Ecológico com 6,2 mil hectares destinada à conservação do muriqui-do-sul.
Monos de Cerro Azul (Cerro Azul): Unidade de Conservação com 5 mil hectares, foco na proteção do mono-carvoeiro e remanescentes da Floresta Ombrófila Mista.
Maciel (Pontal do Paraná): Área de 1.685 hectares para proteção do rio Maciel, manguezais, restingas e comunidades tradicionais.
Tia Chica (Pinhão, Reserva do Iguaçu e Foz do Jordão): Unidade com 413 hectares que protege remanescentes de Floresta Ombrófila Mista e Estacional Semidecidual.

  • Núcleo Cercado (Palmeira): Área de 174 hectares com florestas, cachoeira, gruta e caverna na borda da Escarpa Devoniana.

Compromisso do Paraná com a Meta 30 x 30 e a preservação da biodiversidade

A criação dessas unidades de conservação no Paraná reafirma o compromisso estadual com o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, especialmente a Meta 3, conhecida como 30 x 30, que pretende conservar pelo menos 30% das áreas naturais dos biomas brasileiros até 2030. Atualmente, o estado protege cerca de 26% de seus fragmentos florestais. O diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, destaca que as novas UCs protegerão espécies endêmicas e garantirão um ambiente saudável para as gerações futuras.

Importância da participação comunitária nas propostas de unidades de conservação

Os estudos das novas unidades já passaram por avaliações técnicas, incluindo vistorias e coleta de dados, e estão na fase de consultas públicas com as comunidades locais. Essa etapa é fundamental para ouvir sugestões, esclarecer dúvidas e incorporar as necessidades dos moradores, proprietários rurais e autoridades municipais às propostas. A gerente de Biodiversidade do IAT, Patricia Calderari, explica que esse processo busca harmonizar a conservação ambiental com a realidade social e econômica das regiões envolvidas.

Proteção do muriqui-do-sul, espécie criticamente ameaçada, nas novas unidades

Destaque especial é dado à conservação do muriqui-do-sul, primata crítico ameaçado de extinção, que habita áreas como Monos de Castro e Monos de Cerro Azul. Esses projetos integram ações financiadas com recursos obtidos pela indenização decorrente do vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas em Araucária, ocorrida em 2000. A proteção desses habitats é crucial para garantir a sobrevivência da espécie e a preservação dos ecossistemas locais.

Panorama das áreas protegidas no Paraná e desafios futuros

O Paraná possui atualmente 74 unidades de conservação estaduais, que abrangem mais de 26,5 mil km² sob diferentes categorias e graus de proteção, incluindo Áreas de Proteção Ambiental, Reservas Particulares do Patrimônio Natural, terras indígenas e unidades federais e municipais. A ampliação das áreas protegidas com as cinco novas UCs contribuirá para fortalecer essa rede, protegendo ecossistemas diversos e promovendo o uso sustentável dos recursos naturais. O desafio é manter o equilíbrio entre conservação, desenvolvimento econômico e a participação ativa das comunidades tradicionais e locais.

Fonte: www.parana.pr.gov.br


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