Mercado reage a tarifas dos EUA e sinalização diplomática entre Washington e Teerã

Dólar fecha estável em R$ 5,08, pressionado por novas tarifas dos EUA e tensão no Oriente Médio. Bolsa cai 1,5%, petróleo recua com expectativa de negociações EUA-Irã.
O dólar comercial praticamente não variou nesta sexta-feira (24), encerrando cotado a R$ 5,081, um leve recuo de 0,06%. A oscilação se deu num mercado financeiro dividido, que digeriu as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a 60 países, entre eles o Brasil, e acompanhou os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, especialmente a sinalização diplomática de reaproximação entre Washington e Teerã, por intermédio do Paquistão e com apoio da China.
Tarifaço americano tensiona mercados
A entrada em vigor das tarifas americanas de 10% a 12,5% no comércio internacional gerou apreensão nos investidores, que já vinham precificando o impacto dessas medidas nas últimas semanas. A expectativa é que a maior parte do efeito negativo já esteja refletida nas cotações, mas o ambiente permanece de cautela, especialmente para empresas exportadoras e setores expostos a tarifas.
Real resiste melhor que pares emergentes
Ainda que o cenário externo seja complexo, o real apresentou desempenho superior ao das demais moedas emergentes na semana. O Brasil se beneficia por ser exportador líquido de petróleo e por manter uma elevada diferença entre os juros domésticos e os americanos, fator que segue atraindo capitais financeiros para o país.
Bolsa sofre com petróleo e retirada de estrangeiros
O Ibovespa fechou o pregão em queda de 1,52%, aos 174.041 pontos, pressionado pela queda superior a 3% nos preços do petróleo, que voltou a recuar após atingir US$ 100 por barril. A queda do petróleo levou investidores a realizarem lucros em ações de petroleiras e mineradoras, enquanto grandes bancos sentiram a redução do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.
Expectativa sobre Oriente Médio e oferta global
O recuo no preço do petróleo está ligado a informações sobre o esforço diplomático da China para reabrir negociações entre Estados Unidos e Irã, o que alimenta esperança de redução nas tensões no Oriente Médio. Contudo, os riscos permanecem elevados, com conflitos entre EUA e Irã, tráfego reduzido no Estreito de Ormuz e ataques no Mar Vermelho ameaçando rotas estratégicas de energia.
O mercado financeiro se mantém, portanto, em alerta para os próximos movimentos, com atenção redobrada às decisões políticas e comerciais dos EUA, bem como aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, fatores que seguirão determinando a volatilidade do dólar e o comportamento da bolsa brasileira.








