Novo arranjo de pesquisa e inovação em proteômica amplia diagnósticos e tratamentos na saúde pública do Paraná

Paraná destina R$ 8 milhões para o NAPI Proteômica, fortalecendo estudos sobre bactérias multirresistentes e medicina de precisão.
Paraná investe em pesquisa bactérias multirresistentes com apoio do NAPI Proteômica
No dia 21 de fevereiro de 2026, o Paraná oficializou o lançamento do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Proteômica, reforçando o compromisso com a pesquisa cientifica na área das ciências da vida e saúde pública. O investimento de R$ 8 milhões, distribuído entre ações do grupo e a compra do Espectrômetro de Massas do Centro Analítico de Araucária, projeta o estado como referência nacional em estudo de bactérias multirresistentes. Segundo Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, o NAPI representa um avanço inédito que une instituições para expandir a inovação e o desenvolvimento de soluções em saúde.
O papel fundamental do espectrômetro de massas no avanço das pesquisas
O Espectrômetro de Massas Orbitrap Excedion Pro, instalado no Centro Analítico de Araucária, é um equipamento sofisticado e pioneiro na América Latina. Paulo Costa Carvalho, articulador do NAPI e pesquisador da Fiocruz Paraná, destaca que o aparelho é essencial para o sucesso do projeto, possibilitando autonomia e metodologias inéditas em proteômica. Essa tecnologia permite análises detalhadas de proteínas, fundamentais para identificar alterações patológicas com maior precisão que métodos tradicionais, especialmente em bactérias resistentes a antibióticos.
Parcerias estratégicas fortalecem a pesquisa e inovação no Paraná
O NAPI Proteômica engloba colaboração entre diversas instituições de renome, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava (IPEC). Essa rede integrada promove a convergência entre genômica, proteômica e inteligência artificial. Também conta com cooperação internacional e parcerias com o setor privado, como o Grupo Boticário, ampliando o impacto científico e social dos resultados obtidos.
Pesquisa aplicada para superar desafios globais em saúde pública
Entre os focos do NAPI estão estudos sobre bactérias multirresistentes, um problema crescente que, segundo estimativas, poderá superar o câncer e o infarto como maior causa de mortes até 2050. Projetos com espectrometria de massas combinados com inteligência artificial buscam diagnósticos menos invasivos, especialmente para doenças cerebrais, reduzindo a necessidade de biópsias. O neurocirurgião Denildo Veríssimo aponta que esses avanços serão decisivos para o diagnóstico precoce e tratamentos personalizados, fortalecendo a medicina de precisão no Paraná.
Impacto e reconhecimento internacional do NAPI Proteômica
Apesar de recente, o NAPI Proteômica já demonstra resultados expressivos, com 12 publicações em revistas científicas internacionais de alto impacto, como Nature Communications e Nature Methods. O programa também gerou uma patente para um equipamento inovador de coleta de pele para análise proteômica. Alda Cruz, vice-presidente de Pesquisa da Fiocruz, ressalta a importância desse laboratório para ampliar a capacidade diagnóstica do Brasil e alinhar as pesquisas locais ao estado da arte mundial. Essas conquistas posicionam o Paraná na vanguarda das ciências biomédicas.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










