Medida provisória elimina imposto federal que pesava no consumo de produtos importados de pequeno valor

Governo Lula acaba com imposto federal sobre compras internacionais até US$ 50 para aumentar poder de compra e melhorar percepção econômica do eleitor.
Entenda o fim da taxa das blusinhas e seu impacto no eleitor popular
O governo Luiz Inácio Lula da Silva oficializou em 12 de maio de 2026 o fim da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto federal que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50. A decisão integra uma estratégia do Planalto de priorizar medidas que tenham impacto imediato no orçamento do eleitor popular, especialmente aqueles que mais sofreram com a inflação e o custo de vida. A revogação da medida tem como objetivo aliviar o custo de produtos importados de pequeno valor, aumentando o poder de consumo desses grupos.
Contexto político e repercussão da revogação da taxa nas pesquisas
Fontes próximas ao governo destacam que o foco em políticas associadas à renda, crédito e consumo começou a surtir efeito político. Pesquisa Genial/Quaest revelou que a aprovação do governo subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%, especialmente entre eleitores independentes e faixas de renda mais baixas. O levantamento aponta melhora na percepção sobre a economia, com crescimento na percepção de estabilidade no emprego e finanças familiares, o que sugere que medidas como o fim da taxa das blusinhas contribuem para essa evolução.
Impactos econômicos e financeiros da revogação do imposto federal
Com a revogação da taxa federal de 20% sobre encomendas internacionais de pequeno valor, estima-se que o custo de uma compra de US$ 50, que antes chegava a aproximadamente R$ 354, possa cair para cerca de R$ 295. Embora o imposto estadual (ICMS) ainda seja aplicado, a redução do imposto federal representa um alívio no preço final ao consumidor. Essa mudança pode incentivar o consumo via plataformas internacionais, especialmente entre jovens, e trazer um efeito positivo no dinamismo do comércio eletrônico.
Avaliação interna do governo sobre a medida e o cenário fiscal
O programa Remessa Conforme, que instituiu originalmente a taxa, tinha como objetivo reduzir distorções competitivas entre o varejo nacional e plataformas internacionais. Porém, após constatações do desgaste público causado pelo imposto, integrantes do núcleo político passaram a defender que os impactos negativos na opinião pública superavam os benefícios arrecadatórios. A Receita Federal registrou arrecadação de R$ 1,78 bilhão nos primeiros quatro meses de 2026 com esse imposto, totalizando R$ 5 bilhões em 2025. Apesar da perda fiscal, o governo prioriza a percepção positiva entre eleitores sensíveis ao custo de vida para as eleições de 2026.
Estratégia do governo para fortalecer a base popular antes das eleições
Medidas associadas diretamente ao consumo popular, como o fim da taxa das blusinhas, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil e o programa Desenrola 2.0 de renegociação de dívidas, demonstram a aposta do Planalto em ações com efeito rápido no orçamento das famílias. A intenção é reforçar a credibilidade e a aprovação do governo em segmentos estratégicos. A melhora na percepção econômica e a redução do pessimismo indicam que esse foco pode ser decisivo para consolidar o apoio eleitoral, especialmente entre os jovens e a classe média urbana, em um cenário político competitivo.










