Filha de soldado morta em São Paulo está traumatizada e chama pela mãe


Advogado relata estado emocional da criança após morte da soldado Gisele Alves no Brás

Filha de soldado morta em São Paulo está traumatizada e chama pela mãe
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana, ambos da Polícia Militar de São Paulo Foto: Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ambos da Polícia Militar de São Paulo

Advogado afirma que filha da soldado Gisele Alves está traumatizada e chama pela mãe após o trágico episódio no Brás, em São Paulo.

Estado emocional da filha da soldado Gisele Alves após a morte

A filha de soldado morta Gisele Alves, encontrada baleada na cabeça em um apartamento no Brás, São Paulo, está em estado de trauma e chama constantemente pela mãe, conforme relato do advogado José Miguel Silva Júnior. A criança, de 7 anos, manifestou sofrimento e confusão sobre os acontecimentos que culminaram na morte da soldado.

O ex-companheiro de Gisele e pai da menina prestou depoimento ao 8º Distrito Policial, detalhando o convívio familiar e o impacto da tragédia sobre a filha. Ele destacou que a criança expressou incômodo em relação ao padrasto e relatou para os avós problemas no relacionamento da mãe na noite anterior ao falecimento.

Investigação e contexto do caso no Brás

O caso da soldado Gisele Alves está sendo investigado pela Polícia Civil sob segredo de Justiça, configurando um suposto crime de feminicídio. Policiais foram acionados ao apartamento na data do ocorrido e encontraram Gisele em estado grave, sendo submetida a manobras de reanimação antes do socorro ao Hospital das Clínicas, onde veio a falecer.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, então companheiro da vítima, declarou que a encontrou caída após ouvir um barulho no apartamento. Ele afirmou que o casal vivia em quartos separados e que naquele dia conversaram sobre a possibilidade de separação. A perícia aguarda resultados de exames, incluindo busca por pólvora nas mãos dos envolvidos.

Impactos familiares e versão da defesa

O advogado da família ressalta que Gisele mantinha um carinho intenso pela filha e jamais demonstrou intenção de tirar a própria vida. A criança está sob cuidados do pai e dos avós maternos, que estão consternados com a perda e contestam a hipótese de suicídio.

O ex-companheiro relatou que Gisele tinha uma relação melhor com ele do que com o tenente-coronel e que este último apresentava ciúmes. A defesa do tenente-coronel nega envolvimento formal, embora o caso tenha sido remetido para a Vara do Tribunal do Júri, por envolver crime contra a vida.

Procedimentos jurídicos e próximos passos das investigações

A Justiça autorizou a exumação do corpo da soldado para esclarecimento dos fatos, aguardando o laudo pericial que pode trazer novos elementos à investigação. A defesa da família aguarda a expedição de pedido de prisão preventiva contra o tenente-coronel Rosa Neto, acreditando que tal medida pode revelar mais testemunhas.

As autoridades seguem com o inquérito policial que apura a dinâmica do ocorrido, enquanto familiares e advogados clamam por respostas diante da complexidade do caso.

Apoio psicológico e orientação para casos semelhantes

Em situações de trauma e luto, especialmente envolvendo crianças, é fundamental a presença de suporte psicológico especializado. Serviços de atendimento psicológico e canais de denúncia para violência doméstica estão disponíveis para oferecer orientação e proteção às vítimas.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, funcionando 24 horas, inclusive para denúncias anônimas. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional para prevenção ao suicídio pelo telefone 188, além de atendimento via chat e presencial.

A tragédia envolvendo a soldado Gisele Alves destaca a importância da atenção aos sinais de violência e sofrimento nas relações familiares, além do apoio às crianças que enfrentam situações traumáticas.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ambos da Polícia Militar de São Paulo


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