Entrada de Gleisi Hoffmann na corrida altera cenário eleitoral e amplia vantagem do grupo de Ratinho Junior
O pedido de Lula para que Gleisi Hoffmann dispute o Senado pelo Paraná transformou o PT em um barco à deriva. Até ontem, Gleisi tinha praticamente garantida sua reeleição à Câmara, enquanto Ênio Verri já investia tempo e dinheiro na própria candidatura — até receber o comunicado de que ficaria em Itaipu. Zeca Dirceu, com quem Gleisi já trocou farpas na executiva estadual, agora se vê encurralado. O racha é aberto e barulhento.

Do outro lado a corrida também se ajusta. A volta de Alvaro Dias ao MDB já havia chacoalhado o tabuleiro. Filipe Barros tinha vida tranquila, mas a prisão de Bolsonaro esfriou sua candidatura; Cristina Graeml , surge como uma incógnita, ainda sem base consolidada, mas podendo complicar os cálculos eleitorais. Ratinho Junior mantém controle absoluto do PSD, escolhendo candidato ao governo e ao Senado, conferindo vantagem quase automática ao seu indicado.










