Iniciativa visa combater os efeitos das mudanças climáticas na cafeicultura

Starbucks desenvolve fazenda-laboratório na Costa Rica para manter a qualidade do café arábica diante das mudanças climáticas.
Starbucks e o futuro do café arábica
A Starbucks, em um esforço para manter a qualidade do café arábica, criou a fazenda Alsacia na Costa Rica, que abriga um laboratório com quase 200 variedades genéticas. O café arábica é especialmente sensível às mudanças climáticas, e a empresa está empenhada em desenvolver técnicas que garantam sua sobrevivência nos próximos anos. O vice-presidente da Starbucks, Ricardo Arias-Nath, afirma que é uma missão crucial para a companhia.
Pesquisa e desenvolvimento na fazenda Alsacia
Localizada a quase 1.700 metros de altitude, a fazenda de 240 hectares, sendo 170 dedicados ao cultivo de café, é o principal centro de pesquisa da Starbucks. O agrônomo Carlos Mario Rodriguez lidera os esforços para criar cultivares que apresentem qualidade sensorial e resistência a pragas. A empresa realiza cruzamentos entre as variedades para desenvolver novos híbridos que possam ser disseminados entre os produtores.
Desafios climáticos para a cafeicultura
As mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para a cafeicultura, especialmente para a espécie arábica, que depende de condições climáticas específicas. Estima-se que até 50% das áreas cultiváveis possam ser perdidas devido a eventos extremos, como secas e geadas. A Starbucks está ciente da gravidade da situação e investe em pesquisa para encontrar soluções sustentáveis.
Compartilhamento de conhecimento e práticas regenerativas
Um dos pilares das pesquisas na fazenda é a colaboração com cafeicultores ao redor do mundo. Em 2024, a Starbucks doou 2,5 toneladas de sementes para ajudar produtores em diversas regiões. A empresa promove práticas agrícolas regenerativas, que visam a conservar e regenerar o solo e a biodiversidade, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Apesar de não oferecer compensação financeira, a Starbucks capacita os cafeicultores, ajudando-os a adotar essas práticas.
O futuro do café e da Starbucks
Investir em pesquisa e em práticas sustentáveis é essencial para a sobrevivência da cafeicultura e, consequentemente, para a própria Starbucks. Arias-Nath expressa seu compromisso com essa causa, afirmando que deseja garantir que as futuras gerações possam desfrutar de uma xícara de café arábica de qualidade. A sobrevivência do café está intrinsecamente ligada ao futuro da empresa e ao seu modelo de negócios.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










