Iniciativas de Brasil, Turquia e Austrália prometem avanços na conferência de 2026

COP31, programada para 2026, promete resultados sem entregas obrigatórias, com foco em iniciativas climáticas.
COP31: Expectativas e Ações para a Conferência de 2026
A COP31, programada para ser realizada na cidade litorânea de Antália, Turquia, em 2026, não prevê entregas obrigatórias, mas promete resultados significativos em iniciativas climáticas. Essa conferência contará com a participação do Brasil, que sediou a COP30, e da Turquia e Austrália, que atuam como copresidentes do evento.
A agenda temática da COP31 só será definida em 2026, após as contribuições dos países participantes e das Reuniões Climáticas de Junho, que ocorrem em Bonn, na Alemanha, sede da UNFCCC. Neste contexto, a expectativa é que, embora não haja obrigações globais, a conferência traga avanços incrementais em várias frentes.
Acelerador de Implementação Global
Um dos principais focos da COP31 será a proposta de um Acelerador de Implementação Global, uma parceria entre as presidências da COP30 e COP31. O objetivo é fornecer apoio aos países na execução de seus planos climáticos e na adaptação às mudanças climáticas, visando manter o limite de 1,5°C de aquecimento global. Um relatório sobre esse tema será apresentado na próxima conferência.
Financiamento e Fluxos Financeiros
Outro ponto de discussão será a remodelação dos fluxos financeiros internacionais, com o intuito de aumentar os investimentos no combate às mudanças climáticas. Também será elaborado um relatório de avaliação dos planos nacionais de adaptação que já foram apresentados por diversos países. A continuidade do mecanismo de transição justa, uma das principais decisões da COP de Belém, também será abordada na COP31.
Papel da Sociedade Civil e Combustíveis Fósseis
Durante todo o ano de 2025, a sociedade civil se mobilizou para incluir os combustíveis fósseis nas discussões da COP30 — um objetivo que não foi alcançado. Contudo, a Colômbia anunciou a criação de uma conferência anual para discutir a transição das fontes de energia a partir de 2026, o que pode ajudar a manter o tema em pauta nas próximas conferências.
A Dinâmica entre Turquia e Austrália
A COP31 será uma conferência complexa, uma vez que a chefia das negociações ficará a cargo da Austrália, enquanto a Turquia será responsável pela logística do evento. O ministro australiano de Mudanças Climáticas e Energia, Chris Bowen, deverá liderar as discussões, apesar de enfrentar resistência política. As divergências entre os interesses dos dois países, com a Austrália defendendo as nações insulares do Pacífico e a Turquia priorizando o financiamento de países em desenvolvimento, podem impactar o andamento da conferência.
Conclusão
A COP31 se apresenta como uma oportunidade crucial para o avanço das iniciativas climáticas, mesmo sem exigências obrigatórias. A colaboração entre Brasil, Turquia e Austrália, além da pressão da sociedade civil, será fundamental para moldar o futuro das discussões climáticas internacionais. A expectativa é que, mesmo na ausência de metas obrigatórias, a conferência promova um diálogo produtivo sobre a implementação de ações efetivas e o financiamento necessário para enfrentar a crise climática.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal










