Republicano afirma que EUA não gastarão recursos se candidato conservador não vencer

Trump condiciona ajuda a Honduras à vitória de Nasry Asfura nas eleições, enquanto perdoa ex-presidente preso.
Ajuda dos EUA ligada à vitória de Asfura
Na última sexta-feira (28), Donald Trump revelou que a ajuda a Honduras dependerá do sucesso do candidato conservador Nasry Asfura nas eleições que ocorrem neste domingo (30). Em meio a uma disputa acirrada, Trump afirmou que os Estados Unidos não investirão recursos se Asfura não for eleito. Essa posição reflete a postura intervencionista do governo americano na América Latina.
Indulto ao ex-presidente condenado
Além de condicionar a ajuda, Trump anunciou que irá conceder um indulto ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, que está preso nos Estados Unidos cumprindo uma pena de 45 anos por tráfico de drogas. A decisão de Trump se alinha com seu apoio a candidatos de direita na região, visando combater o que considera ameaças comunistas.
Cenário eleitoral em Honduras
Os hondurenhos irão às urnas em um cenário político conturbado, onde Asfura, ex-prefeito de Tegucigalpa, se encontra em uma disputa acirrada contra Rixi Moncada, ex-ministra da Defesa, representando o partido governista de esquerda, e Salvador Nasralla, do Partido Liberal. As pesquisas indicam um empate técnico entre os candidatos, levantando preocupações sobre a legitimidade do processo eleitoral.
A influência de Trump na América Latina
Trump também criticou os outros candidatos, chamando Moncada de comunista e classificando Nasralla como um “comunista de fachada”. Ele expressou sua esperança de que o povo hondurenho escolha Asfura e reafirmou o compromisso dos EUA em trabalhar com ele para combater o narcotráfico no país. A postura de Trump reflete sua visão sobre a política latino-americana e a preocupação com a ascensão de líderes de esquerda na região.
Monitoramento da eleição pela OEA
A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Departamento de Estado dos Estados Unidos estão atentos ao processo eleitoral em Honduras, expressando sua preocupação com possíveis contestações dos resultados, dada a proximidade da disputa. A expectativa é que o vencedor governará o país entre 2026 e 2030, em um cenário que poderá impactar as relações entre os EUA e Honduras nos próximos anos.
Conclusão
A intervenção de Trump nas eleições hondurenhas destaca a importância da região para a política externa dos EUA. Com a ajuda condicionada à vitória de Asfura e o perdão a Hernández, a estratégia americana parece focada em apoiar candidatos que compartilham de sua visão conservadora, enquanto tenta desestabilizar o governo de esquerda atual.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: via Reuters










