Decisão liminar suspende cortes autorizados pela Prefeitura de São Paulo para construção de empreendimento imobiliário

A Justiça suspendeu a derrubada de 384 árvores no Butantã, determinada pela Prefeitura de SP para um novo empreendimento.
Justiça suspende derrubada de árvores no Butantã
A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública, decidiu nesta sexta-feira (28) interromper a derrubada de árvores na avenida Guilherme Dumont Villares, no Butantã, zona oeste de São Paulo. A medida se deu após a construtora Tenda iniciar os cortes de 384 árvores, autorizados pela Prefeitura de São Paulo sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Contexto da autorização para derrubada
A autorização para a derrubada foi concedida em um acordo que previa a construção de um grande empreendimento imobiliário, que incluirá quatro torres com mais de 700 apartamentos. A decisão da juíza foi uma resposta a uma manifestação do promotor Marcelo Ferreira de Souza Netto, que trouxe à tona preocupações sobre a falta de consulta pública e a transparência do processo. Segundo o promotor, houve indícios de infração aos princípios da defesa do meio ambiente.
Argumentos da decisão judicial
Na sua decisão, a juíza acolheu os argumentos relacionados à importância da proteção ambiental e ao fato de que a derrubada das árvores poderia causar danos irreversíveis. A gestão do prefeito Nunes havia firmado um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) que permitia a derrubada, incluindo 128 árvores nativas da região, o que gerou forte reação de grupos de moradores e ambientalistas.
Reação da comunidade e alternativas propostas
A decisão judicial gerou alívio entre os moradores que protestavam contra a derrubada. Um grupo chamado Salve o Bosque se mobilizou contra a autorização, destacando a importância da preservação das árvores para a saúde ambiental da região. Em contrapartida, a construtora Tenda se comprometeu a plantar 221 mudas de espécies nativas após o término das obras e a doar cerca de R$ 2,5 milhões para o Fundo Especial de Meio Ambiente, destinado a melhorias em áreas verdes da cidade.
O que vem a seguir?
A interrupção da derrubada de árvores no Butantã levanta questões sobre a necessidade de um equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental. A decisão judicial reflete uma crescente preocupação da sociedade em relação à transparência nas ações do governo e à proteção dos recursos naturais. O desdobramento desse caso será acompanhado de perto por ativistas e pela comunidade local, que esperam um processo mais participativo nas decisões que afetam o meio ambiente.
Fonte: www1.folha.uol.com.br










