Análise da série da Globoplay sobre a ascensão e queda do ex-presidente

A série "Caçador de Marajás" explora a história da família Collor, revelando intrigas e a ascensão do ex-presidente.
No dia 1º de novembro de 2025, a série “Caçador de Marajás” estreou no Globoplay, trazendo à tona as complexas intrigas da família Collor e a ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor. Dirigida por Charly Braun, a produção é composta por seis episódios que apresentam um retrato da época, repleto de fofocas e reviravoltas familiares.
Uma narrativa envolvente
A série combina entrevistas com protagonistas, exceto Collor, e uma narrativa que revela os conflitos internos da família. O documentário destaca a juventude de Collor, sua falta de habilidade nos negócios da mídia familiar e seus relacionamentos, incluindo um suposto romance com a cunhada Thereza Collor. A ascensão política de Collor, auxiliada por uma mídia conivente, é retratada com riqueza de detalhes, culminando na sua deposição e nos eventos trágicos que se seguiram.
Reflexões sobre a memória coletiva
Apesar da qualidade do roteiro, a série poderia ter explorado mais algumas questões, como a escolha da canção “Pense em mim” na abertura. Além disso, a relação de Collor com práticas de religiosidade afro-brasileira e suas implicações sociais mereciam uma análise mais profunda. A representação do Plano Collor, inicialmente bem recebido, também é simplificada, ignorando a complexidade de sua aceitação na época.
Conclusão
“Caçador de Marajás” é um importante registro da história política brasileira, trazendo à luz detalhes que muitas vezes são esquecidos. A série não apenas entretém, mas também convida o público a refletir sobre as intrigas familiares e políticas que moldaram o Brasil contemporâneo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










