Marina Cançado destaca a mudança de foco nas discussões climáticas

Marina Cançado, organizadora do Climate Implementation Summit, afirma que o setor privado já virou a página em relação à economia verde.
Em São Paulo, no dia 4 de novembro de 2025, Marina Cançado, organizadora do Climate Implementation Summit, destacou que o setor privado já avançou na agenda da economia verde. O evento, que reunirá mais de 500 CEOs, líderes internacionais e ambientalistas, busca promover inovações que visam redesenhar a arquitetura financeira para enfrentar os desafios climáticos.
Nova fase nas discussões sobre clima
Para Cançado, a fase de convencimento já passou. “A conversa se deslocou agora para a estruturação do design, de colocar os diferentes atores na mesa e achar soluções”, afirma. Ela observa que, em eventos recentes no Rio, o foco da discussão evoluiu para inovações que implicam mudanças na estrutura financeira, que precisa ser adaptada a um mundo cada vez mais sujeito a eventos climáticos extremos.
Iniciativas transformadoras e desafios
Com a COP30 se aproximando, novos mecanismos relacionados à economia verde estão sendo implementados. Cançado destaca o Ecoinvest, que tem sido um marco para o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil, permitindo que bancos reduzam o custo de capital para investimentos climáticos. Além disso, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) já arrecadou mais de US$ 5 bilhões nesta semana, com a meta de atingir US$ 25 bilhões até 2026.
O papel do setor privado
O Climate Implementation Summit não se limita a discussões governamentais, mas foca em soluções do setor privado que podem ser replicadas em várias áreas, como sistemas alimentares e transição energética. Cançado ressalta a importância de um trabalho conjunto, mesmo se o evento não ocorrer em Belém, reforçando a necessidade de engajamento de todos os envolvidos na causa climática.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










