Renúncia do governador de Valência após tragédia de 229 mortes


Carlos Mazón deixa cargo um ano após enchentes devastadoras

Renúncia do governador de Valência após tragédia de 229 mortes
Carlos Mazón durante pronunciamento. Foto: Jose Jordan/AFP

O governador Carlos Mazón renunciou sob pressão, um ano após enchentes que deixaram 229 mortos em Valência.

Em Valência, no dia 3 de novembro de 2025, o governador Carlos Mazón anunciou sua renúncia, um ano após as enchentes que deixaram 229 mortos e causaram bilhões de euros em prejuízos. A decisão foi tomada sob pressão de familiares das vítimas, que o acusam de falhas na gestão da catástrofe ocorrida em 29 de outubro de 2024.

Mazón, do Partido Popular (PP), reconheceu que cometeu erros, mas também atribuiu parte da responsabilidade ao governo do premiê Pedro Sánchez e a falhas de agências como a Aemet, que não alertaram adequadamente sobre a gravidade da tempestade. O desastre foi o pior evento de enchentes na Europa desde 1967, com chuvas que inundaram bairros inteiros, surpreendendo os moradores. Muitos deles morreram afogados em prédios submersos, devido à lentidão na resposta das autoridades.

Durante o último funeral de Estado em homenagem às vítimas, Mazón foi vaiado e chamado de assassino por familiares, que criticaram sua ausência nas horas críticas do desastre. Naquele momento, ele estava almoçando com uma jornalista, causando rumores sobre seu envolvimento pessoal, que foram negados por ele. A jornalista prestou depoimento na investigação sobre a tragédia, e familiares pediram por justiça.

Mazón afirmou que sua renúncia se deu pela pressão e pela vontade de liderar a reconstrução da região, mas não esclareceu se convocará eleições antecipadas. O Partido Popular anunciou que seu líder nacional comentaria o caso em breve, enquanto a presidente da associação de vítimas classificou o discurso de renúncia como “doloroso e inútil”, acusando-o de tentar se colocar no papel de vítima.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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