Advogado contesta ação do STF e diz que ex-presidente não poderia ser citado enquanto estava internado
A citação de Bolsonaro na UTI gerou críticas da defesa do ex-presidente nesta quarta-feira (23).
O advogado Paulo Cunha Bueno questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele afirmou que Bolsonaro foi surpreendido com a presença de uma oficial de Justiça no hospital DF Star, onde está internado.
Segundo Bueno, o Código de Processo Penal proíbe esse tipo de ação em caso de doença grave. “A citação é ilegal”, disse o defensor.

Réu em caso de golpe
A intimação ocorreu após Bolsonaro se tornar réu por suposta tentativa de golpe de Estado. A PGR o aponta como líder do núcleo principal da organização investigada.
A citação de Bolsonaro na UTI ocorreu poucas horas após uma transmissão ao vivo do ex-presidente.
Vídeo mostra reação
Bolsonaro divulgou um vídeo de 11 minutos nas redes sociais. Nele, aparece na UTI, assinando a intimação do STF.
Durante a gravação, ele questiona a oficial de Justiça. “A senhora tem ciência que está numa UTI?”, perguntou.
O ex-presidente também relembrou o atentado que sofreu em 2018. “Levei uma facada. Tenho sequelas até hoje. Quase morri agora de novo.”

Defesa promete resposta
Mesmo com a crítica, a defesa garantiu que responderá à intimação dentro do prazo de cinco dias.
Bueno afirmou que ações como essa prejudicam a credibilidade do processo. “Essa excepcionalidade será sempre questionada quanto à legalidade”, concluiu.
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